Fechar
Buscar no Site

Veja o trecho da reportagem da Crusoé que menciona o ministro Dias Toffoli

Alexandre de Moraes mandou retirar da internet a matéria da revista Crusoé sobre o colega Dias Toffoli

O trecho da reportagem de capa da revista Crusoé que irritou sobremaneira alguns ministros do Supremo, e em especial o presidente da Corte, Antonio Dias Toffoli, resultando na censura à publicação, nesta segunda (15), pelo ministro Alexandre de Moraes, é o seguinte:

“(…) um documento explosivo enviado pelo empreiteiro-delator Marcelo Odebrecht foi juntado a um dos processos da Lava Jato que tramitam na Justiça Federal de Curitiba. As nove páginas trazem esclarecimentos que a Polícia Federal havia pedido a ele, a partir de uma série de mensagens eletrônicas entregues no curso de sua delação premiada.

No primeiro item, Marcelo Odebrecht responde a uma indagação da Polícia Federal acerca de codinomes que aparecem em e-mails cujo teor ainda hoje é objeto de investigação. A primeira dessas mensagens foi enviada pelo empreiteiro em 13 de julho de 2007 a dois altos executivos da Odebrecht, Irineu Berardi Meireles e Adriano Sá de Seixas Maia. O texto, como os de centenas de outros e-mails que os executivos da empreiteira trocavam no auge do esquema descoberto pela Lava Jato, tinha uma dose de mistério.

Marcelo Odebrecht pergunta aos dois: ‘Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?’. É Adriano Maia quem responde, pouco mais de duas horas depois: ‘Em curso’. A conversa foi incluída no rol de esclarecimentos solicitados a Marcelo Odebrecht. Eles queriam saber, entre outras coisas, quem era o tal ‘amigo do amigo do meu pai’. E pediram que Marcelo explicasse, ‘com o maior detalhamento possível’, os ‘assuntos lícitos e ilícitos tratados, assim como identificação de eventuais codinomes’.

A resposta do empreiteiro, que após passar uma longa temporada na prisão em Curitiba agora cumpre o restante da pena em regime domiciliar, foi surpreendente. Escreveu Marcelo Odebrecht no documento enviado esta semana à Lava Jato: ‘(A mensagem) Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. ‘Amigo do amigo de meu pai’ se refere a José Antonio Dias Toffoli’. AGU é a Advocacia-Geral da União. Dias Toffoli era o advogado-geral em 2007.

O empreiteiro prossegue, acrescentando que mais detalhes do caso podem ser fornecidos à Lava Jato pelo próprio Adriano Maia. ‘A natureza e o conteúdo dessas tratativas, porém, só podem ser devidamente esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu’, afirmou no documento, obtido por Crusoé”.

O conteúdo d'O INFORMANTE é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

mais / Notícias