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Trump acelera busca por vacina contra o coronavírus, proibindo a parceria com empresas chinesas

Foto: Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que um ex-chefe de empresa farmacêutica ajude a combater o coronavírus chinês. Moncef Slaoui, de 60 anos e nascido em Agadir no Marrocos, chefiou a divisão de vacinas da GlaxoSmithKline, e agora deve ajudar a acelerar o desenvolvimento de uma vacina.

Um general americano também está envolvido na chamada ‘Operação Warp Speed’ (Warp Speed significa uma velocidade extremamente alta). Slaoui tornou-se o consultor-chefe e o general gerente geral deve garantir que tudo corra bem.

Trump havia dito anteriormente que ele quer ser o “chefe principal” na tentativa de desenvolver, testar e produzir uma vacina em um tempo mais curto que o normal.

Operação ‘Warp Speed’ – O governo dos EUA  está se esforçando para desenvolver sua própria vacina contra o coronavírus; para isso, foi formado a Operação ‘Warp Speed’. O projeto, que será anunciado formalmente pela Casa Branca nos próximos dias, selecionará um conjunto diversificado de candidatos a vacinas e investirá recursos essencialmente ilimitados em estudos comparativos sem precedentes em animais, em testes rápidos em humanos e na fabricação. Evitando a cooperação com qualquer candidato à vacina da China, espera-se ter 300 milhões de doses até janeiro de 2021 de um produto comprovado e nacional.

O presidente americano discutiu brevemente a iniciativa dizendo: “Vamos acelerar isso como você nunca viu antes”.

De acordo com a CNN, a Warp Speed ​​pretende entregar as primeiras 100 milhões de doses de uma vacina em novembro e outras 200 milhões nos 2 meses seguintes.

A idéia da Warp Speed ​​foi criada no início de abril, disse um cientista que recebeu permissão para informar a Revista Science, se seu nome não fosse divulgado.

“A Warp Speed ​​terá três ‘equipes virtuais’ separadas para tratar do desenvolvimento, fornecimento, fabricação e distribuição, lideradas por uma ‘equipe principal’ de algumas dezenas de especialistas do governo, indústria e academia”, disse o cientista.

A Warp Speed ​​já reduziu sua lista de candidatos a vacinas para 14 e planeja avançar com 8, disse o cientista. “A ideia para nós é escolher um portfólio diversificado de vacinas fabricadas com diferentes tecnologias ou plataformas…Nenhuma tecnologia ainda levou a vacinas aprovadas para qualquer doença”, afirmou o cientista.

Ele se recusou a identificar as candidatas à vacina da Warp Speed, mas enfatizou dois critérios principais: segurança e potencial para fazer centenas de milhões de doses rapidamente.

“Não temos tempo para depurar problemas de fabricação aqui. Em julho, a Warp Speed ​​espera ter seus 8 candidatos principais em testes em humanos. Ao mesmo tempo, financiará uma comparação em larga escala de sua segurança e eficácia em hamsters e macacos para ajudar a peneirar esse grupo. Se algo der muito mal, nos livraremos dele”, disse o cientista.

Paralelamente aos ensaios, o projeto estabelecerá as bases para a “fabricação de serviços pesados” de até 4 vacinas diferentes.

Embora a Warp Speed ​​não descarte nenhum tipo de vacina, ela não considerará as fabricadas na China, como a vacina inativada contra vírus recentemente mostrada para proteger macacos do coronavírus.

“Não podemos fazer parceria com empresas chinesas”, disse o cientista. “Isso simplesmente não vai acontecer…Mas as vacinas escolhidas podem ser feitas por uma empresa que não tem sede nos Estados Unidos.”

O consultor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, em um memorando de fevereiro da Força-Tarefa de Coronavírus defendeu o “Projeto Manhattan” para vacinas COVID-19 que priorizariam empresas baseadas nos EUA.

O principal objetivo da Warp Speed é proteger os Estados Unidos.

“A atitude aqui abordagem é a da máscara de oxigênio”, disse o cientista. “Queremos colocar nossa máscara de oxigênio primeiro e depois ajudaremos as pessoas ao nosso redor. A Warp Speed planeja disseminar informações livremente para outros países e compartilhar tecnologias de fabricação, e isso pode gerar doses extras para o mundo”, explicou o cientista. (Thaís Garcia – Conexão Política)

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