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‘Sumido’ pela ditadura sofreu caçada por órgãos de segurança

Foto: Reprodução

Um conjunto de documentos liberados essa semana pelo Arquivo Público do DF mostra que o estudante goiano Honestino Monteiro Guimarães, desaparecido em 1973, durante a ditadura militar, sofreu uma verdadeira caçada por parte dos órgãos de segurança.

A família de Honestino – que pertencia à Ação Popular (AP), grupo armado de esquerda cristã –, foi vigiada até 1980.

Honestino foi preso em 10 de outubro de 1973, aos 26 anos. Desapareceu e foi dado como morto, mas seu corpo nunca foi encontrado. Ele estudava Geologia na Universidade de Brasília (UnB).
O desaparecimento ainda não totalmente elucidado de Honestino Guimarães lembra aos maranhenses casos de militantes políticos do estado que também enfrentaram os porões da ditadura.
É o caso de Alípio Cristiano de Freitas, que foi padre em Portugal, onde nasceu em 1929, e revolucionário (ligado à Ação Popular e ao Partido Revolucionário dos Trabalhadores) em São Luís do Maranhão, onde chegou em 1957.

Alípio de Freitas, que vive hoje em Portugal, completa 87 anos no próximo dia 17.

Já ex-sacerdote, Alípio de Freitas foi preso pelo DOI-Codi do Rio, em maio de 1970, sendo submetido à “tortura do sono”, quando foi impedido de dormir por 30 dias.
Simulação de afogamento, choques elétricos em todo corpo (principalmente nos órgãos genitais), ‘pau de arara’, ‘cadeira do dragão’ foram outras sevícias cruéis praticadas contra o ex-padre, em vários cárceres cariocas, durante 9 anos.

Completamente cego, hoje ele ainda milita politicamente.

Alípio de Freitas é pai da cantora Luanda Cozetti, 48, que nasceu em Brasília, mas que também mora em Portugal.

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