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‘Roseana foi principal beneficiada pelos crimes da quadrilha da Saúde’, diz promotor

O promotor Lindonjonson Gonçalves de Sousa, da 28ª Promotoria de Justiça Especializada, recorreu hoje (28) da decisão do juiz auxiliar Clésio Coelho Cunha, da 7ª Vara Criminal, que absolveu a ex-governadora Roseana Sarney Murad (PMDB) da acusação de superfaturamento e fraudes licitatórias em contratos da Saúde, em 2009, que beneficiaram ao menos seis grandes empreiteiras na construção de 64 hospitais em cidades do interior maranhense. Em troca, as construtoras beneficiadas teriam doado cerca de R$ 2 milhões para a campanha de Roseana em 2010.

No recurso contra a decisão de Clésio Cunha, ao qual O INFORMANTE teve acesso, o promotor Lindonjonson Gonçalves afirmou que a decisão do magistrado, absolvendo Roseana sumariamente, “não está em consonância com os elementos probatórios dos autos, sendo que todas as provas apontam que a ré Roseana Sarney, então governadora do Estado do Maranhão, encabeçou o esquema criminoso que abasteceu os caixas da sua campanha eleitoral, sendo uma das principais beneficiadas com o resultado dos crimes”.

“Roseana Sarney Murad, em verdade, foi a principal beneficiada, com o réu Ricardo Jorge Murad, pelos crimes praticados pela quadrilha que instalou-se na Secretaria de Estado da Saúde durante a gestão do segundo”, disse Lindonjonson.

“Não há como concluir que Roseana Sarney não tenha tido ingerência ou ao menos conhecimento do esquema criminoso que a beneficiou”, argumentou o representante do MP, concluindo o recurso:

“Em outras palavras, a sentença que excluiu Roseana Sarney Murad, em prejuízo da devida apuração dos fatos em instrução e em prejuízo a todo o anseio popular por Justiça (e à própria imagem do Poder Judiciário), por parte de um povo que não mais tolera a farra com recursos públicos outrora comum, é decisão teratológica [absurda], desprovida de razões e fundamentos, e que por isso merece reforma”.

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