Fechar
Buscar no Site

Remédio contra o Alzheimer é aprovado por agência dos EUA

Pensamentos negativos recorrentes: pesquisadores descobriram relação entre esse tipo de comportamento e a acumulação de proteína beta-amiloide no cérebro, associadas à Doença de Alzheimer — Foto: Hugo Voigt por Pixabay

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, aprovou nesta segunda-feira (7), um novo medicamento para tratar pacientes com Alzheimer. Chamado Aduhelm, o fármaco é o primeiro a combater o declínio cognitivo relacionado à causa da doença.

O Aduhelm é o primeiro medicamento contra o Alzheimer aprovado em 18 anos. Apesar de comemorada pelos cientistas da FDA, a decisão é controversa, de acordo com a France Presse. Isso porque um painel de especialistas independentes considerou, em novembro, que as evidências sobre o medicamento eram insuficientes.

O medicamento é um anticorpo monoclonal também conhecido por seu nome genérico, aducanumab. Ele foi testado em dois ensaios clínicos de fase 3, em pacientes já em estágio avançado da doença. Em um dos ensaios, o Aduhelm demonstrou uma redução no declínio cognitivo da doença, mas o resultado não conseguiu ser repetido no outro estudo.

“Como costuma acontecer quando se trata de interpretar dados científicos, a comunidade de especialistas ofereceu perspectivas diferentes”, disse Cavazzoni em um comunicado sobre a polêmica, segundo a AFP.

O professor de neurociência da Universidade de Londres, no Reino Unido, John Hardy, disse à agência RFI que o medicamento não deverá ser usado para todos os pacientes.

“Embora eu esteja satisfeito com a aprovação do aducanumabe [nome genérico], temos que deixar claro que, na melhor das hipóteses, essa é uma droga de benefício marginal que só ajudará pacientes selecionados com muito cuidado”, disse John Hardy.

Pioneiro – O último medicamento para Alzheimer foi aprovado em 2003. Todos os medicamentos até então se concentram nos sintomas associados à doença, não em sua causa.

O Aduhelm, por sua vez, é o primeiro a atuar na causa subjacente da doença, que os cientistas acreditam ser o acúmulo excessivo de uma proteína chamada beta amiloide no tecido cerebral de algumas pessoas à medida que seu sistema imunológico envelhece.

Em ambos os estudos em que foi testado, o medicamento foi capaz de reduzir o acúmulo da beta amiloide no pacientes de Alzheimer. Neles, os pesquisadores observaram que medicamento o Aduhelm, ao fornecer anticorpos, conseguiu restaurar parte de sua capacidade do organismo de eliminar o acúmulo da proteína.

O Alzheimer é uma doença que destrói progressivamente o tecido cerebral, afetando a memória dos pacientes. Também podem ocorrer alterações de humor acentuadas e problemas de comunicação. Os primeiros sinais começam, na maior parte dos casos, após os 65 anos.

A doença é a forma mais comum de demência, afetando 50 milhões de pessoas em todo o mundo. (G1)

O conteúdo d'O INFORMANTE é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

mais / Notícias