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Plantonista do TRF-4 indicado por Dilma agora dá uma hora para soltarem Lula

O desembargador Rogério Favreto argumenta que candidatura de Lula é um ‘fato novo’ e que por isso ele tem que ser solto

Num novo capítulo no imbróglio judicial sobre a soltura do ex-presidente Lula, o plantonista no TRF-4, desembargador Rogério Favreto (indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff) determinou, por volta das 17h deste domingo (8), mais uma vez, que Lula seja solto.

Ele reiterou que é o responsável pela Corte durante o plantão e que não é subordinado ao colega, o relator João Pedro Gebran Neto, que havia determinado a permanência do ex-presidente na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde ele está desde abril, condenado a 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Não há qualquer subordinação do signatário a outro colega, mas apenas das decisões às instâncias judiciais superiores, respeitada a convivência harmoniosa das divergências de compreensão e fundamentação das decisões, pois não estamos em regime político e nem judicial de exceção”, despachou Favreto.

O vaivém jurídico se arrasta desde 10h deste domingo (8), quando Rogério Favreto determinou, pela primeira vez, que Lula fosse solto, argumentando um “fato novo”, e citando que, como o petista é candidato à presidência, não pode ter tolhido seu direito de participar do pleito eleitoral.

Ato contínuo, o juiz Sérgio Moro impediu a liberação do condenado e acionou o desembargador do caso no TRF-4, desembargador Gebran Neto, enquanto Favreto despachava reiterando a determinação de soltar Lula.

No começo desta tarde, Gebran Neto decidiu por manter Lula preso e agora há pouco Favreto voltou a pedir sua soltura, estabelecendo o prazo de uma hora para o cumprimento de sua determinação. O prazo se esgota mais ou menos às 18h.

A situação de impasse jurídico deve ter novos desdobramentos.

Aguarde mais informações.

 

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