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Planilhas indicam que Márcio Thomaz Bastos coordenou ‘pool’ de escritórios na Castelo de Areia

Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro de Lula, morreu em 2014

Nas buscas realizadas durante a Operação Appius em novembro, a Polícia Federal apreendeu ofícios, planilhas, recibos e contratos da Camargo Corrêa com os escritórios de Márcio Thomaz Bastos e de vários outros advogados famosos.

Os documentos, segundo investigadores, sugerem que o ex-ministro coordenou a atuação dessas bancas na defesa da empreiteira, que era alvo principal da Operação Castelo de Areia.

Um dos parceiros de Thomaz Bastos teria sido o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, amigo e advogado de Michel Temer. Também estão listados os escritórios Malheiros Filho, Camargo Lima e Rahal; Ráo, Pacheco, Pires e Penón Advogados; e Vilardi e Advogados Associados.

Numa das planilhas, os nomes dos advogados aparecem associados a valores de honorários que vão de R$ 1,25 milhão a R$ 2,6 milhões. Em alguns casos, os pagamentos teriam sido parcelados em até dez vezes.

Com base nessa documentação, a PF cobra da Camargo Corrêa que apresente todos os contratos e documentos que comprovem a prestação de serviços jurídicos. O objetivo da Operação Appyus é apurar suspeita de venda de decisões judicias para anular a Castelo de Areia, conforme delação de Antonio Palocci. (O Antagonista)

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