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Petrobras investirá US$ 1,5 bilhão em 14 poços e pode iniciar exploração petrolífera no Maranhão

Foto: Reprodução

Uma importante notícia divulgada, nesta quinta-feira, 7, pelo Valor, dá conta de que a Petrobras investirá 1,5 bilhão de dólares para perfurar 14 poços na Margem Equatorial.

Parte desses recursos será investida na bacia Pará-Maranhão, o que deve comprovar a tese do “espelhamento geológico” em relação às duas margens do Atlântico, defendida pelos professores Luís Eduardo Duque Dutra, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e Ronaldo Gomes Carmona, da Escola Superior de Guerra (ESG), sobre início dos impactos da atividade petrolífera no Arco Norte Brasileiro.

Os investimentos da Petrobras podem deflagrar um ciclo de exploração petrolífera no Maranhão, com potencial de multiplicar o PIB do Estado, como foi demonstrado no recente estudo, divulgado com exclusividade pelo Jornal Pequeno, no domingo retrasado.

Inédito, o estudo indica que um único poço pode aumentar em 20% o PIB estadual. A bacia “PAMA” contém estimados 20 a 30 bilhões de barris de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Um megapoço com 400 milhões de barris de petróleo recuperáveis poderia render em trinta anos R$ 14 bilhões para a economia maranhense, o equivalente hoje a 20% do PIB estadual.

Veja a íntegra da matéria do Valor:

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Fernando Borges, reforçou a intenção da companhia de aumentar os investimentos em perfurações na Margem Equatorial. Ao todo, a estatal prevê investir cerca de US$ 1,5 bilhão para furar, em cinco anos, 14 poços exploratórios na região – que se estende do litoral do Rio Grande do Norte ao Oiapoque (AP) e concentra as bacias Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

O executivo está confiante de que a petroleira vencerá as complexidades em torno do licenciamento ambiental na região, considerada promissora dada as semelhanças geológicas com bacias de alto potencial na Guiana.

“Acredito que vamos obter licença ambiental na Margem Equatorial. Diria que hoje a bola está com a gente, não com o Ibama”, afirmou Borges, em participação no “Shell Talks”, evento promovido em parceria com os jornais “O Globo” e Valor.

A complexidade ambiental da Margem Equatorial já foi atestada por empresas como a Total e a BP, antigas sócias da Petrobras em blocos na Bacia Foz do Amazonas e que abandonaram os ativos depois do fracasso da francesa no licenciamento de projetos no local.

Em 2018, o Ibama negou o pedido de perfuração da Total na Foz do Amazonas, ao alegar “profundas incertezas relacionadas ao Plano de Emergência Individual (PEI) do empreendimento, agravadas pela possibilidade de eventual vazamento de óleo afetar os recifes biogênicos presentes na região e a biodiversidade marinha de forma mais ampla”. Este ano, a Petrobras assumiu as fatias da Total e BP em cinco concessões onde era sócia das multinacionais.

Os riscos ambientais sobre a Margem Equatorial voltaram à tona, agora, em meio à proximidade da 17ª Rodada de concessões que será promovida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), marcada para amanhã. Especialistas fizeram alertas sobre os riscos associados à exploração de uma outra bacia na região: a Potiguar, que reúne blocos localizados a 260 quilômetros do Atol das Rocas e 370 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha.

A Petrobras, segundo Borges, tem hoje 19 blocos exploratórios na Margem Equatorial. “Isso [investimento esperado na exploração] traduz a expectativa que companhia tem no potencial da região”, disse o diretor.

O executivo afirma que a Petrobras buscará parceiros para os projetos na Margem Equatorial onde a companhia detém, hoje 100% – caso das concessões na Foz do Amazonas. “Uma vez tendo um sinal positivo no que concerne ao licenciamento ambiental, teremos mais empresas se juntando aos nossos esforços”, afirmou.

Fonte: Valor

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