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Parlamentares sabatinam ministro da Educação, contestam dados e pedem sua demissão do cargo

Comissão Geral com o ministro da Educação sobre corte de 30% do orçamento das Universidades e institutos federais


GIL MARANHÃO

Em clima tenso e em tom ideológico – entre bolsonaristas e lulistas –, começou às 15h desta quarta-feira (15) a sessão da Comissão Geral da Câmara dos Deputados com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para esclarecer sobre corte de 30% do orçamento das universidades e institutos federais.

A sessão começou uma explanação do ministro. Ele teve 30 minutos para defender sua posição. Em seguida, o deputado Orlando Silva (PCdoB-BA), propositor da convocação do ministro, teve 10 minutos, quando rebateu toda a fala de Abraham Weintraub e disse: “percebo pela sua fala que o senhor não sabe de nada, nem de Matemática. Seus números são falhos”.

O ministro teve outros 10 minutos como tréplica. As duas falas, em tom de ironia, agitaram o Plenário Ulysses Guimarães, com vaias e aplausos, entre bolsonaristas e deputados da oposição.

Em seguida, foi aberto para manifestação de líderes partidários e parlamentares de um lado e do outro.

POSIÇÕES IDEOLÓGICAS

A maioria dos parlamentares reclamou que o ministro falou da situação da Educação no País, fez comparação entre os ensinos básico/fundamental e o Médio, mas não esclareceu sobre contingenciamento de verbas nas instituições federais de ensino.

As falas foram marcadas de posições ideológicas. Parlamentares governistas fizeram acusações aos governos do PT, atribuindo a situação atual da Educação principalmente ao governo de Dilma Rousseff, e elogios ao governo Bolsonaro.

Deputados da oposição rebateram, contestando dado do MEC, dizendo que o ministro “não sabia nada”, que a sua apresentação – com gráficos “é uma explanação cínica”, e até pediram que ao sair da Câmara, o ministro Abraham Weintraub peça demissão do cargo.

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