Fechar
Buscar no Site

Parlamentar do MA defende “gabinete de crise” ou “de guerra” para a Saúde, sob comando de Mourão

Roberto Rocha defende gabinete temporário na saúde, com comando de Mourão

Diante da queda de mais um ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, o médico oncologista Nelson Teich, que surpreendeu auxiliares do presidente ao entrar na sala principal do Palácio do Planalto, hoje (15), como ministro e sair de lá como ex-ministro.

O cargo deve ser ocupado interinamente pelo general Pazuello, que já está na secretaria-executiva da pasta, indicado por Bolsonaro.

Ao blog O INFORMANTE, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) disse que já há alguma semanas, desde a queda de Luiz Henrique Mandetta, defende um “gabinete de crise, ou de guerra”, comandado, temporariamente, pelo vice-presidente da República Hamilton Mourão. “Não que Mourão seja efetivado como ministro. Essa é uma situação temporária, para a crise. Portanto, a minha sugestão é que o presidente Bolsonaro crie, temporariamente, um “Gabinete de Crise”, ou um “Gabinete de Guerra”, seja o que for, com, digamos, quatro ou cinco grandes especialistas, sob o comando do vice-presidente Hamilton Mourão, para tentar administrar essa crise”, disse Roberto Rocha.

Bolsonaro vinha discordando das diretrizes de Teich na pasta – e não abre mão de um ministro que avalize o uso da cloroquina no combate ao coronavírus, que ele defende há muito tempo. Fontes do Palácio do Planalto avaliam que Teich “não aguentou a pressão da missão” e pediu para sair.
Cloroquina – Apesar de um grande número de médicos e especialistas defenderem o uso da cloroquina, no mundo inteiro, ainda não há base científica comprovando a eficácia do uso do medicamento no tratamento contra o vírus, o que exigiria que as pessoas tenham acompanhamento médico ao utilizá-lo; afinal, cada organismo reage de uma forma à cloroquina. Muitas pessoas se curam e outras sofrem de efeitos colaterais que já ate levaram à morte, conforme vários depoimentos em meio à classe médica.
“No Planalto, uma ala defende que Pazuello fique interino e o governo escolha “com calma” um substituto. Outro grupo quer efetivar o general”, informou, na tarde desta sexta, a jornalista Andréia Sadi, que cobre os bastidores da política brasiliense. Para algumas pessoas consultadas por O INFORMANTE, a ideia do senador Roberto Rocha poderia ser uma solução para Jair Bolsonaro. Rocha já vinha defendendo esse tese desde a saída de Mandetta, e voltou a falar no assunto, agora, diante da demissão de Nelson Teich.

 

O conteúdo d'O INFORMANTE é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

mais / Notícias