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Operações geram medo, paralisia, e Carlos Lula, novo dirigente de secretários da Saúde, vai a Pazuello cobrar medidas

Secretário Carlos Lula com o ministro Pazuello, na capital federal

A coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, repercutiu, nesta terça-feira, 7, a reunião do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula, com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Após governos estaduais serem alvos de operações policiais, a primeira medida do novo presidente do conselho nacional de secretários de saúde foi uma visita ao ministro interino Eduardo Pazuello. Em meio à reclamação de que motivações políticas contaminam investigações, Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão, pediu salvaguardas ao trabalho dos secretários, relatando que alguns, com medo, estão deixando de assinar contratos para o combate ao coronavírus. O encontro ocorreu nessa segunda (6).

O gestor maranhense substituiu Alberto Beltrame (Pará), um dos alvos da Polícia Federal sob suspeita de desvios de verbas durante a pandemia.

Foram três os principais pedidos de Carlos Lula ao ministro Pazuello. Um deles foi a criação de uma câmara de conciliação com a participação de tribunais de contas e Ministério Público. “Ele [Pazuello] se mostrou bastante disposto e entendeu a questão. Quem fizer coisa errada tem de pagar. Mas quem for de bem, pode resolver o problema antes de virar um processo”, disse.

A segunda solicitação foi para agilizar um pregão eletrônico da compra de medicamentos para pacientes intubados. O governo federal topou concentrar os processos de aquisições. Antes, iria bancar 10% do valor total. Agora, segundo Lula, o ministério da Saúde deve arcar com 50% dos gastos.

Por último, o secretário do Maranhão pediu a Pazuello ajuda do Itamaraty para que os estados consigam resolver os problemas de compras de equipamentos e remédios para a Covid-19 no exterior. Segundo Lula, quase metade dos estados tiveram obstáculos. Um diplomata foi colocado à disposição.

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