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O xadrez da vitória histórica de Carlos Brandão

Foto: Reprodução

Em artigo, o secretário de estado da Comunicação, Ricardo Capelli, que se notabilizou pelos acertos cravados em suas redes sociais ao longo da campanha das eleições no Maranhão, faz um “passo a passo” de todo um xadrez que resultou na vitória histórica do governador Carlos Brandão, reeleito, domingo, 2, para um mandato de quatro anos no comando do estado.

Eis o artigo:

O XADREZ DA VITÓRIA HISTÓRICA DE CARLOS BRANDÃO

Ricardo Cappelli

1 – A reeleição do governador começou a ser construída em 2021. Como diz o general Sun Tzu, “os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao passo que os derrotados vão à guerra e só então procuram a vitória”.

2 – O primeiro movimento foi a repactuação com o Grupo Mirante. Este movimento foi iniciado com o apoio de Flávio Dino ao então candidato à presidência da Câmara, deputado Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. A TV Mirante possui 70% da audiência média no estado.

3 – O segundo movimento no xadrez foi a ida de Flávio Dino para o PSB. Em junho de 2021, Weverton possuía o apoio do seu PDT, do PSB e do PT. Dominava a maior parte dos partidos do campo lulista no estado. A perda do PSB começou a ruir a sua estratégia de isolar Brandão como o “conservador de direita”.

4 – O terceiro movimento foi a filiação de Felipe Camarão ao PT. Apesar de algumas incompreensões, o movimento deu certo e o PT ganhou de presente um dos quadros mais promissores do Maranhão.

5 – O quarto movimento foi uma jogada de mestre: o lançamento da pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo do estado. O Partido dos Trabalhadores jamais deixaria Weverton, com trajetória na esquerda, para apoiar Brandão, egresso do PSDB e que se encontrava, naquele momento, no Republicanos. Sair do PDT para o próprio PT é outro papo. Camarão mobilizou e uniu o PT em torno de sua pré-candidatura.

6 – O quinto movimento foi cercado de polêmica e de disputas nos bastidores. A famosa reunião de novembro de 2021 com os partidos aliados para indicar quem seria o candidato da base do governo. Existiam duas correntes. Uma queria que Flávio Dino batesse o martelo naquele dia. A outra defendia que Dino empurrasse tudo para janeiro. Prevaleceu a sabedoria do meio termo: Flávio indicou que sua escolha pessoal era Brandão, mas que os partidos teriam até o final de janeiro para refletir.

7 – Este movimento catapultou a candidatura de Brandão. É um fato objetivo registrado nas pesquisas e no desempenho nas redes sociais. Brandão aproveitou com muita competência a indicação e iniciou a sua marcha fazendo um grande evento político.

8 – Ainda em novembro, um registro importante. A base do governo rachou na Assembleia Legislativa, dividida entre Wevertistas e Brandonistas. Foram semanas consecutivas de duras batalhas para estabilizar uma maioria pró-Brandão na Casa.

9 – O sexto movimento foi a fatídica reunião de 31 de janeiro de 2022, quando o martelo foi finalmente batido. Houve pressão até o último momento para que Flávio Dino não submetesse a decisão aos partidos. Já estava claro que Brandão teria a maioria. Dino colocou em votação e aprovou o apoio a Brandão.

10 – O sétimo movimento foi de Grande Mestre. A filiação de Brandão ao PSB, em Brasília, num ato histórico ao lado de Geraldo Alckmin, selou o destino do campo lulista no Maranhão, conformando um núcleo com PSB, PCdoB e PT, e isolando o PDT.

11 – O oitavo foi um movimento surpresa que desestabilizou por completo o general adversário. Ao convidar Ana Paula Lobato para ser sua primeira suplente, Flávio Dino conquistou para Brandão o apoio de Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa. Este movimento criou as condições para que a senadora Eliziane Gama também aderisse à candidatura de Brandão.

12 – Com sua já conhecida habilidade, Brandão conseguiu um movimento muito importante, o nono. Disputou palmo a palmo com Weverton a direção do União Brasil, maior partido, tendo o deputado federal Pedro Lucas como seu fiel escudeiro. O resultado final – a neutralidade do União Brasil – foi uma grande vitória de Brandão.

13 – O décimo movimento foi a indicação de Felipe Camarão como vice. Nos bastidores havia uma forte disputa. O desempenho de Felipe na campanha comprova o acerto da decisão.

14 – O décimo primeiro movimento definiu a vitória no primeiro turno. O discurso de Brandão no comício histórico com Lula sob os olhares de Maria Aragão traçou o destino das eleições.

15 – Um elemento decisivo foi a grande sabedoria do governador reeleito. Paciente, leal, dotado de resiliência e determinação ímpar, Brandão resistiu a todo tipo de fofoca e pressão dos que tentaram intrigá-lo com o senador eleito Flávio Dino. Nos momentos de elevada temperatura, natural em qualquer transição de poder, os bombeiros, de ambos os lados, tiveram um papel fundamental.

16 – Os que apostaram contra foram derrotados. Carlos Brandão e Flávio Dino chegaram ao final da guerra unidos e vitoriosos, consolidando uma nova era de prosperidade no Maranhão.

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