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Ney Bello culpa Cássio por ter sido preterido por Bolsonaro para vaga no STJ

Cássio toma posse no Supremo Tribunal Federal. Foto: Marcos Correa/PR

Derrotado na disputa para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o juiz federal maranhense Ney Bello enviou mensagem a amigos em que diz que viu “a vitória sucumbir a um único veto de maneira pessoal que foi acolhido pelo presidente”.

Apesar de não haver citação nominal, a referência é ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), que agiu fortemente para impedir que Bello fosse escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para ocupar um assento na segunda corte mais importante do país.

Ambos foram juízes juntos no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e tiveram atritos quando disputaram no passado uma vaga no STJ. Kassio, porém, foi nomeado para o Supremo e, desde então, passou a trabalhar contra o nome do ex-colega.

Bello tinha o apoio do ministro Gilmar Mendes, que tem conseguido influenciar em diversas escolhas de Bolsonaro para postos no mundo jurídico. Neste embate, no entanto, prevaleceu o veto de Kassio.

O texto em tom de agradecimento foi encaminhado pelo juiz federal a pessoas próximas por meio de aplicativo de mensagens: “A vida segue e os amigos construídos na estrada são o patrimônio que verdadeiramente importa. Com as amizades, eu sigo firme. Vida que segue. Infinitamente obrigado”.

Ele também cita trecho de um poema de Gonçalves Dias que diz que “a vida é combate que os fracos abate e os bravos e fortes só pode exaltar”. Bello enviou mensagens aos dois escolhidos desejando sucesso.

Bolsonaro indicou nesta segunda (1) os nomes dos juízes de segunda instância Messod Azulay e Paulo Sérgio Domingues para as duas vagas do STJ.

Agora, ambos devem ser sabatinados pelo Senado Federal, que precisa aprovar as escolhas para que eles tomem posse no STJ. O tribunal votou uma lista quádrupla e enviou ao Planalto. Fernando Quadros foi outro preterido.

Apesar do veto de Kassio, Bello mantinha esperanças de ser o escolhido porque sua atuação no TRF-1 era bem vista por Bolsonaro, além do apoio de Gilmar.

No fim de junho, o juiz federal de segunda instância foi o responsável por determinar a revogação da prisão preventiva do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Ele deu a decisão após um magistrado plantonista negar o mesmo pedido da defesa.

Em novembro passado, já com intenção de ser indicado para o STJ, deu o voto que decidiu pela continuidade de uma investigação que apura suposto financiamento a Adélio Bispo, autor da facada contra o então candidato Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora. (Folha de S. Paulo).

 

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