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“Não vai ser tarefa fácil unir as oposições”, diz Lahesio Bonfim sobre sucessão de Flávio Dino

A exemplo de Brandão, Lahesio Bonfim vem tendo subida constante, segundo o secretário Cappelli

Pré-candidato a governador do Maranhão, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, disse, em entrevista exclusiva ao Jornal
Pequeno, que não vai ser tarefa fácil unir as oposições (contra o candidato oficial do grupo dinista, Carlos Brandão). Lahesio garantiu
que hoje é pré-candidato ao Palácio dos Leões, amanhã será candidato e “depois de amanhã” será governador do Maranhão.

Graduado em Medicina pela Universidade Estadual do Piauí, Lahesio foi reeleito prefeito de São Pedro dos Crentes em 2020 com mais
de 90% dos votos válidos, abrigado no Partido Social Liberal (PSL). Agora, é o presidente no Maranhão do partido Agir, antigo PTC. Aos
43 anos, Lahesio acalenta o sonho de ser governador do Maranhão, como ele fala nesta entrevista:

Jornal Pequeno – O senhor está mesmo cogitando sair candidato ao Governo do Maranhão?
Lahesio Bonfim – Hoje somos pré-candidato ao governo do estado, amanhã seremos candidato e depois de amanhã seremos governador do Maranhão.

JP – O que dizer sobre as forças políticas que poderão vir a lhe apoiar?
Lahesio- Estamos à frente do Agir, antigo PTC, somos presidente da sigla aqui no Maranhão. E estamos conversando para compor com o PSC e o PTB.

JP – Qual sua avaliação destas primeiras pesquisas eleitorais sobre o cenário sucessório?
Lahesio – Nós avaliamos primeiro que são encomendadas por précandidatos e os números das mesmas são muito diferentes de uma pra outra. No entanto, nos alegra toda vez que aparecemos porque nas pesquisas deles já não conseguem ignorar a presença do prefeito de São Pedro dos Crentes na disputa.

JP- Qual a melhor estratégia para enfrentar duas pré-candidaturas –Weverton e Brandão – já colocadas no grupo de Flávio Dino?
Lahesio – Continuar com a nossa mesma estratégia: indo até o eleitor de cidade em cidade, levando um discurso de esperança. Quanto aos adversários, acreditamos que não será um plebiscito como estão querendo os pesquisadores e do grupo do governador só irar um ao segundo turno.

JP – Quais os fatos mais motivadores para pleitear a disputa pelo governo do Estado?
Lahesio – O que mais me motiva é olhar para as potencialidades desse estado tão rico. Outra coisa é o desafio de combater o mal que oprime esse estado há décadas, a corrupção, pois acredito piamente que ao combatermos esse mal, vai sobrar dinheiro o bastante e
melhorarmos nossos índices educacionais, de saúde, distribuição de renda etc. No mais o que pode salvar esse estado é a geração de
emprego e isso é possível.

JP – O senhor acredita que o grupo de Flávio Dino conseguirá reeditar as vitórias de 2014 e 2018 para o governo do MA? Ao menos com o conforto das anteriores?
Lahesio – Eu não vejo eles ganhando as próximas eleições, porque o histórico e o governo deles nos últimos sete anos são muito ruins e o
debate vai mostrar e acredito que isso será um dos motivos que os derrotarão. No mais, acredito que não terão uma eleição tranquila dessa vez.

JP – Que influência podem ter na sucessão para o governo do Maranhão, nestas eleições, figuras como Flávio Dino, Sarney, Lula e Bolsonaro?
Lahesio – Flávio Dino, na minha visão, ao deixar o governo será um estorvo para quem estiver por perto. Os Sarneys, por sua vez, já
estão muito desgastados pelo mandonismo de mais de meio século, sem o devido retorno para a população e para o estado. Lula e Bolsonaro, sim, poderão fazer toda a diferença nas eleições.

JP – Que avaliação se pode fazer de sua gestão como prefeito de São Pedro dos Crentes?
Lahesio – A nossa gestão, para quem não conhece, é uma das mais belas do Brasil, com números espetaculares. Se não vejamos, como estaria nessa disputa hoje? Estou à frente do menor orçamento do Brasil, e ninguém fez mais obras públicas com recursos próprios que o prefeito que vos fala, ninguém fez mais casas, mais salas de aulas. Nós pulamos da centésima décima terceira posição do IDEB, para a posição número dois em todo o estado. Tivemos em plena pandemia as únicas escolas públicas 100% em regime presencial em todo Brasil, e mesmo assim no final do ano fomos capazes de dar 17 folhas de pagamento aos nossos profissionais da Educação, e por aí vai. Há anos nós damos palestras de gestão pelo Brasil. Ainda esse mês estaremos em Goiânia e agora vamos levar nossas experiências para todo o
estado.

JP – Ao seu modo de ver, a sucessão presidencial vai ter reflexos no jogo sucessório do Maranhão?
Lahesio – Eu não quero encarar nessa ótica. Mas também não podemos ignorar a polarização existente entre esquerda e direita no nosso país.

JP – Nessas mesmas observações de chapa encabeçada pelo senhor, houve uma sugestão enfática sua para que a esposa do pré-candidato
Edivaldo Holanda Júnior seja sua vice. O senhor já conversou com o ex-prefeito de São Luís sobre isso?
Lahesio – Quanto a um diálogo com o próprio Edivaldo ainda não foi possível, apenas com pessoas ligadas a ele, e quanto à esposa dele ou de Braide, seriam nomes que abrilhantariam o debate e nos daria mais robustez na disputa.

JP – O senhor fala muito em junção das forças de oposição. Ao mesmo tempo, afirma que não desistirá da sua candidatura. Como esse
diálogo seria possível então?

Lahesio – Eu sei que não é fácil essa união, existe uma guerra de egos e o menor de todos somos nós, como um ex-prefeito da maior cidade do estado aceitar se unir ao prefeito da menor, como um deputado federal desistir em prol de um prefeito quando ele tem 50 outros prefeitos junto a si, como um senador da República pode apoiar a candidatura de um prefeito? Então são essas barreiras que precisam ser transpostas para que haja uma união e olhando por essa ótica você analisa que não vai ser uma tarefa fácil unir as oposições.

JP – O senhor apregoa que Roberto Rocha deve ser o candidato a senador na sua chapa. Por que não o contrário?
Lahesio – Simples, Roberto Rocha já teve sua oportunidade na eleição passada, agora é a minha vez.

JP – Suas redes sociais criticaram as últimas pesquisas alegando que o senhor tem 18% de aprovação em São Luís. O senhor saberia informar em que se basearam os autodenominados “fiscais técnicos” das redes sociais para encontrar esses números?
Lahesio – Critico porque não somos crianças, entramos para ganhar e estamos pesquisando também, temos pesquisas internas. No mais,
com ou sem pesquisas, você acabou de entrevistar o próximo governador do Maranhão.

(Entrevista concedida ao jornalista Manoel dos Santos Neto)

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