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Milícias construíram prédios irregulares que desabaram no Rio

O major PM Ronald Paulo Alves Pereira é apontado como chefe da milícia que controla o Muzema e Rio das Pedras, no Rio

As milícias (grupos de policiais e ex-policiais que disputam com traficantes o controle dos morros cariocas) construíram os dois prédios na comunidade do Muzema (Zona Oeste do Rio) que desabaram na manhã desta sexta (12), matando três pessoas e deixando ao menos 8 feridos e mais de 13 desaparecidos.

Os prédios construídos pela milícia no morro do Muzema (mais de três dezenas) estão todos localizados em áreas de risco (encostas) e são vendidos a preços que variam de R$ 35 mil a R$ 70 mil.

As pessoas que adquirem os imóveis no Muzema são, quase na maioria, gente que busca fugir dos aluguéis cobrados em outras áreas carentes, como a favela da Rocinha.

A prefeitura do Rio é acusada de conivência com os criminosos, por intervir apenas de maneira tímida contra a proliferação de prédios irregulares à beira da encosta do Muzema.

O major PM Ronald Paulo Alves Pereira é apontado pelo Ministério Público do Rio como um dos chefes da milícia no Muzema e em Rio das Pedras. Ele foi preso, com outras cinco pessoas, na Operação Intocáveis, contra a grilagem de terras na região, em 22 de janeiro passado.

 

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