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Mídia “wevertista” e assessoria do candidato silenciam sobre denúncia de plágio de produtora da Bahia

Foto: Reprodução

Guardadas as devidas proporções em relação ao crime do Tech Office, mas entendendo tratar-se de um fato também grave, a denúncia de plágio contra a campanha do senador Weverton Rocha ao governo do Maranhão não teve qualquer manifestação da mídia simpática e/ou ligada ao pedetista. Nem mesmo a assessoria do candidato, embora procurada na noite de domingo, pronunciou-se sobre o assunto.
Nesse domingo, o blog O INFORMANTE noticiou que a produtora Sagaz Áudio, da Bahia, vai acionar judicialmente a campanha de Weverton Rocha, por “violação à Lei de Direito Autoral, mediante plágio”.
Autor da denúncia, o advogado e professor de Direito Autoral da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rodrigo Moraes.
Moraes classificou como “uma violação claríssima à lei do direito autoral o que fez a campanha de Weverton Rocha ao “plagiar descaradamente e praticamente na íntegra” um jingle produzido pela Sagaz para o candidato ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues, do PT.
Produzido pela Sagaz Áudio e de autoria dos compositores Momó Souto e Tiago Carvalho, filho de Chocolate da Bahia, um dos maiores compositores de jingles do Brasil, a música de campanha de Jerônimo Rodrigues foi “vergonhosamente plagiada na íntegra pela campanha do candidato a governador do Maranhão, Weverton Rocha, conforme postado no [email protected]”, disse Momó Souto, que também é um dos maiores compositores de jingles do Brasil, conforme publicou O INFORMANTE.
“Vamos ajuizar ação pedindo danos morais e a interrupção imediata do vídeo nas redes sociais do candidato maranhense”, disse o advogado Rodrigo Moraes, enfatizando que “além de desrespeitar o direito autoral, isso gera um dano à reputação dos autores do jingle. Todo jingle é feito com uma cláusula de exclusividade, e isso causa um constrangimento muito grande”, declarou Moraes.
Silêncio – O INFORMANTE continua aguardando uma manifestação da assessoria do senador Weverton Rocha, se assim o entender necessária. Na noite de domingo, uma assessora disse que não poderia se manifestar ainda porque todo o pessoal de campanha estava a acompanhando o pedetista num debate em Imperatriz.
Igualmente, nenhuma defesa se viu, também, da parte de jornalistas e blogueiros simpáticos e/ou ligados ao senador pedetista. Uma única manifestação foi observada em grupos de WhatsApp, de um simpatizante do PDT insinuando que a notícia de O INFORMANTE é Fake News.
“Classificar como Fake News uma notícia com declarações do advogado da produtora, dos autores do jingle e com os dois vídeos que atestam o plágio é querer subestimar a inteligência de todos os jornalistas integrantes dos grupos”, avaliou o jornalista Lourival Bogéa, da editoria d’O INFORMANTE.
Da mesma forma que exigem uma manifestação da mídia adversária sobre o desenrolar do crime do Tech Office, que, aliás, só está neste nível de divulgação graças à notícia exclusiva de O INFORMANTE revelando o móvel do assassinato – um valor recebido da Seduc -, os defensores de Weverton deveriam vir a público dizer alguma coisa sobre o plágio. No entanto, permanecem em silêncio, tentando minimizar a denúncia, que tem seu aspecto de gravidade.

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