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Médico foi assassinado depois de briga por suposta tentativa de assédio contra namorada de seu irmão

Foto: Reprodução

Uma confusão originada por uma suposta tentativa de assédio teria sido o motivo da morte do médico recém-formado Bruno Calaça Barbosa, de 24 anos, assassinado a bala pelo soldado da Polícia Militar do estado identificado como Adonias, na madrugada desta segunda-feira, no bar Dell Lagoa, localizado na Avenida Beira-Rio, em Imperatriz.

Tudo começou em meio a uma festa no Dell Lagoa, quando um empresário do ramo de autopeças, identificado como Waldek, teria ‘esbarrado’ algumas vezes na jovem Luna Lemos, namorada de um irmão de Bruno, o que teria sido interpretado como assédio, como se o empresário estivesse querendo ‘dar em cima’ da garota. Waldek estava acompanhado de um outro empresário, identificado como Ilker, também do ramo de autopeças, e de Ricardo Barbalho, que seria advogado.

Insatisfeita com a atitude de Waldek, Luna relatou o fato para o irmão de Bruno, conhecido como Willian, iniciando-se, assim, a partir daí, uma confusão com empurra-empurra e tentativas de agressão. O proprietário do Dell Lagoa interveio e apartou a briga, fazendo com que todos os envolvidos dessem as mãos. Momentos mais tarde, já com a festa encerrada e as luzes acesas, Bruno estava encostado no palco, sentado, enquanto Barbalho e um dos empresários, conforme pode ser visto num vídeo divulgado nas redes sociais, passaram a conversar com o soldado Adonias, apontando para o local onde estavam Bruno, seu irmão Willian, Luna e outros amigos. No vídeo, percebe-se que Barbalho e o empresário falam alguma coisa ao ouvido do policial Adonias e em seguida o militar, acompanhado de um deles, vai na direção de Bruno. O empresário se aproxima do médico, fala alguma coisa e desfere um murro a altura do ombro de Bruno, que reage com um empurrão, como querendo livrar-se dele. Em seguida, Adonias saca um revólver e atira em Bruno Calaça, que ainda fica em pé alguns segundos e cai, enquanto o policial e o empresário se retiram.

Pela manhã, ciente do crime, o secretário da Segurança Pública, Jefferson Portela, destacou para Imperatriz o delegado Praxiteles Martins, titular da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), para comandar as investigações.

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