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Máfia do Judiciário do Piauí teria planejado matar jornalista

Foto: Reprodução

Dois advogados piauienses que militam na área agrária – José Odon Maia Alencar Filho e Antonio Tito Pinheiro Castelo Branco – disseram que as prisões, na última sexta (3), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Piauí, dos advogados Manoel de Sousa Cerqueira Júnior e Lincoln Hermes Saraiva Guerra e do juiz aposentado Cícero Rodrigues Ferreira são apenas a ‘ponta do iceberg’ de uma verdadeira máfia que atua na grilagem de terras no sul do Piauí e em estados vizinhos.

Segundo os advogados agrários, muita ‘gente grande’ está envolvida na organização criminosa, como advogados, gestores, membros do Judiciário e empresários de outros estados.

Centenas de famílias das regiões de Uruçuí, Ribeiro Gonçalves e Baixa Grande do Ribeiro teriam sido lesadas pelo grupo de ‘grileiros’ mafiosos.

De acordo com os dois advogados agrários, o juiz afastado José Ribamar Oliveira e Silva, que já respondeu pela Comarca de Uruçuí, seria um dos integrantes do grupo criminoso.

Oliveira e Silva foi afastado pelo TJ-PI por envolvimento com o ex-coronel da PM-PI José Viriato Correia Lima, 64 anos, preso desde 1999 e condenado a mais de 120 anos de prisão por chefiar o crime organizado no Piauí.

O magistrado afastado era juiz criminal em Parnaíba (município vizinho ao Maranhão) quando liberou Correia Lima, que cumpre pena na Penitenciária Mista de Parnaíba, para “tratamento de saúde”.

Só que Correia Lima – segundo confessou um preso da Penitenciária Mista que teria conversado com o ex-coronel antes de ele deixar a cadeia – saiu, na verdade, para colocar em prática o plano de assassinar o deputado estadual (PDT) e ex-secretário de Segurança do Piauí Robert Rios e o jornalista Arimatéia Azevedo, diretor do Portal AZ (que publicou várias matérias sobre a grilagem de terras no Piauí).

Correia Lima teria ido ao Teresina Shopping (Bairro dos Noivos), onde Rios e Arimatéia costumavam se encontrar, mas não viu oportunidade para praticar o crime, porque, segundo teria contado o ex-coronel, um dos netos que acompanhavam Arimatéia, começou a chorar.

As denúncias de José Odon Maia Alencar Filho e Antonio Tito Pinheiro Castelo Branco foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, para serem apuradas.

 

 

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