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“Isso vai representar um grave retrocesso para o ensino público”, diz Othelino sobre PEC que unifica recursos

Othelino Neto, presidente do poder legislativo maranhense

“Isso vai representar um grave retrocesso para o ensino público no Brasil, em razão de que as demandas da saúde são sempre emergenciais; ou seja, os recursos acabarão indo, em sua grande maioria, para essa área, prejudicando a educação. Por isso, é importante que comecem a debater o assunto, conversem com os deputados federais e senadores, porque precisamos ter cuidado com essas ações que podem enfraquecer o ensino público brasileiro”.

A avaliação foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, nesta quarta-feira, 27, durante a 17ª edição do Podcast “Diálogo com Othelino’. O deputado se referia à Proposta de Emenda Constitucional em tramitação no Congresso Nacional, que unifica os recursos da educação e da saúde.

Othelino falou sobre o assunto ao participar, dia 21, em Barra do Corda, do Encontro Estadual da Educação, promovido pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), em parceria com a União dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime).

“Foi um momento muito importante, onde pude falar sobre as preocupações com a educação pública no Brasil, em especial, com o ensino fundamental, que é a base de todo o processo educacional”, disse, que, na oportunidade, alertou secretários e prefeitos sobre a PEC em tramitação no Congresso.

Ontem, na 17ª edição do Podcast, o presidente da Assembleia Legislativa falou, também, sobre os preparativos para o Parlamento Estudantil 2019, que acontece nessa sexta-feira (29), a redução do Bolsa Família e as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre AI-5.

Othelino Neto considerou como grave a fala de Paulo Guedes supondo a possibilidade da volta de um AI-5. “O ministro, ao falar em AI-5, parece que sinaliza uma ameaça velada”, afirmou. E concluiu: “A sociedade precisa ficar atenta, porque, de fato, é preocupante essa quadra histórica pela qual passa o pais, onde quem deveria liderar a pacificação acaba estimulando a falta de respeito ao estado democrático de direito”.

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