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Índia veta exportação de doses da vacina de Oxford, o que pode afetar imunização no Brasil

Foto: Reprodução

A Índia vetou a exportação de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford que estão sendo produzidas pelo Instituto Serum, maior fabricante de imunizantes do mundo. A decisão pode afetar o plano de imunização do governo brasileiro, que aguarda a entrega, em janeiro, de duas milhões de doses do produto — a autorização para a importação foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 31.

Nesta segunda-feira, a Fiocruz apresentou à Anvisa os dados da vacina, mas o procedimento não foi considerado suficiente para a aprovação emergencial. Faltam informações, que devem ser fornecidas pelo Serum.

O que está havendo é que o CEO da Serum, Adar Poonawalla, afirmou à agência de notícias Associated Press que o veto à exportação foi uma condição do órgão regulatório da Índia para autorizar o uso emergencial da vacina. O objetivo é garantir a imunização de todos os indianos que integram grupos de risco. A venda ao exterior pode ser autorizada, segundo o executivo, depois que o governo indiano receber 100 milhões de doses.

O veto pode afetar países em desenvolvimento, já que o Serum integra o Covax Facility, inciativa com a participação Organização Mundial da Saúde para garantir o acesso doses. O Brasil também faz parte do programa multilateral.

Paralelamente, o governo brasileiro deve zerar o imposto de importação e agulhas e seringas. (O Globo)

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