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Grupo JP continua aguardando decisão da Justiça Eleitoral sobre trabalho da JPesquisa

O Grupo JP, por meio da JPesquisa, continua aguardando uma decisão da Justiça Eleitoral sobre a pesquisa que divulgou, no mês de março passado, com a intenção de votos para governador e senador no Maranhão. A pedido do PDT, a juíza eleitoral Camila Rose Ewerton Ferro Ramos suspendeu a divulgação do resultado da pesquisa. O Grupo JP atendeu a todas as solicitações da magistrada, mas, até o momento, não há uma decisão da Justiça Eleitoral.

Entenda o caso – O JPesquisa (Grupo JP) cometeu um erro em um documento adicional, que nada teve a ver com a pesquisa, que foi a juntada dos municípios após a divulgação do trabalho. Esse erro foi admitido logo na segunda-feira, à noite, com a empresa se dando por notificada e se colocando à disposição da Justiça Eleitoral para repor o documento, como de fato foi feito. Incontinente, a pedido do PDT, partido que impugnou o trabalho da JPesquisa, a juíza Camila Ewerton Ramos deu acesso ao sistema de fiscalização e controle da pesquisa, inclusive dando acesso aos questionários individualizados com a identificação dos pesquisadores. A JPesquisa providenciou tudo isso, marcou data e horário, conforme prevê a legislação. No entanto, sem maiores justificativas, o PDT não compareceu, não mandou advogado nem qualquer representante. Assim, o grupo JP continua aguardando da decisão do tribunal eleitoral para retomar a divulgação de uma pesquisa limpa, feita dentro de todos os critérios exigidos pela legislação eleitoral.

A pesquisa do grupo JP apresentou apenas dois cenários – um para governador e outro para senador – para que fosse mantida a isonomia de todos os candidatos. Em nenhum momento fez simulação de segundo turno, porque não se admite, neste momento, fazer publicação de pesquisa no segundo turno, a não ser que a empresa apresente para o eleitor pelo menos dez cenários diferentes, como fizeram, recentemente, em nível nacional, os institutos consagrados DataFolha (Globo) e Ibesp (Bandeirantes). O DataFolha, com sete cenários de presidente da República no segundo turno e o Ibesp com 10 cenários de presidente. Portanto, não é nada comum divulgar pesquisa com apenas um cenário de segundo turno, conforme foi divulgado. O Data Folha fez cenário até com Bolsonaro fora do segundo turno, entre Moro e Lula; e o Ibesp chegou a fazer cenário de segundo turno entre Lula e Dória, que tem 2% apenas.

A Justiça Eleitoral deve uma explicação à sociedade. A Juíza Camila, embora questionada pelos advogados da JPesquisa, devido à demora de sua decisão, seguiu rigorosamente a lei ao encaminhar o recurso do Grupo JP ao Ministério Público, para manifestação do parquet eleitoral. Tranquila e serenamente, aguardamos o resultado. Logo em seguida, a Justiça Eleitoral adotou um procedimento diferente. A juíza Ângela Salazar acatou uma impugnação do PCdoB contra a divulgação de uma pesquisa do instituto Exata, e, menos de 24 horas depois – não haveria tempo de uma apreciação do MPE – reconsiderou a sua decisão. A mensagem que os políticos passam para a sociedade já é esperada; não se trata de novidade para ninguém. Mas, e a mensagem que a Justiça Eleitoral passa para a sociedade, usando dois pesos e duas medidas? (Com Colunaço do Pêta)

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