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Ex-subchefe de Gabinete Militar diz que esqueceu colete ao negociar um veículo

O coronel Reinaldo Elias Francalanci, ex-subchefe do gabinete militar no governo Roseana Sarney, prestou depoimento, hoje, à tarde, na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), sobre a citação do seu nome por Fábio Aurélio do Lago e Silva, o “Buchecha”, envolvido no assassinato do jornalista Décio Sá, em abril de 2012. Preso na quarta-feira, 15, por suspeita de integrar um bando especializado em roubar, clonar e negociar carros roubados na capital maranhense, ‘Buchecha disse, ao ser indagado pela Polícia sobre um colete da Polícia Militar encontrado com ele e ‘Jhonata Boy’, que o acessório pertencia ao coronel Reinaldo Francalanci.

No depoimento prestado na sede da DRFV, o militar alegou ter feito negócio de um veículo com os acusados e que teria esquecido o colete no interior desse automóvel. “O coronel foi procurado e prestou depoimento explicando as circunstâncias que fizeram o colete chegar às mãos dos suspeitos. Agora nós passamos para o aprofundamento das investigações que mostrarão se o coronel tem ligação ou não com a quadrilha”, explicou o delegado Fernando Guedes, que apura o caso.

“Buchecha” foi um dos presos na Operação Detonando, da polícia maranhense, em junho de 2012, que também levou para a cadeia os agiotas José de Alencar Miranda de Carvalho e Gláucio Alencar Pontes Carvalho (pai e filho), além de José Raimundo Chaves Júnior, o “Júnior Bolinha” (suposto intermediário), suspeitos de mandar matar o jornalista Décio Sá.

“Buchecha” teria apresentado o matador confesso de Décio, o paraense Jhonathan Sousa Silva, para “Júnior Bolinha”.

Em julho de 2013, a prisão de “Buchecha” foi revogada pela Justiça maranhense, após o próprio Ministério Público do Estado relatar não ver indícios para levar o acusado a júri.

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