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A entrevista de Lobão e a convocação para as ruas

Coincidência? O ativista e coordenador do grupo Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, também colunista da Folha de São Paulo, disse que a entrevista do maranhense Edison Lobão ao Estadão mostrou que é preciso voltar às ruas. Um editorial desta terça-feira do jornal O Estado de S.Paulo, que o JP republica amanhã, mostra que Kataguiri tem razão, opinião também manifestada, agora há pouco, pelo site O Antagonista.

 “O parlamentar é alvo de dois inquéritos ligados à Lava Jato, tendo sido citado como beneficiário de propinas no escândalo da Petrobrás e nas obras de Angra 3 e Belo Monte, quando era ministro de Minas e Energia no governo de Dilma Rousseff.

Mesmo com esse histórico, Lobão foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado, responsável, entre outras funções, por avaliar a constitucionalidade de projetos (…).

 Os arranjos de coxia se sobrepuseram aos interesses do País e aos imperativos morais, razão pela qual Lobão não apenas preside a CCJ, como se julga à vontade para denunciar a suposta generalização das acusações da Lava Jato contra políticos. “Virou um inquérito universal”, disse o senador. “Não acho que (a Lava Jato) tenha que ser extinta, mas conduzir ao ponto que estamos chegando, da criminalização da vida pública, é o que nos envia para a tirania”.

O senador disse que o Congresso está tentando “corrigir essas distorções”, mas “a imprensa não aceita, nem a opinião pública”. Assim, lamentou, “estamos destinados ao calvário, à destruição” (…).

 A lamúria do senador, segundo a qual “todo dia aparecem denúncias, e os meios de comunicação batem impiedosamente em todos os políticos, tendo sido objeto de denúncias ou não”, terminou com uma ameaça ao País: “Daqui a pouco os políticos não suportam mais”.

Coincidência ou não, os grupos ‘Vem pra Rua’, ‘Movimento Brasil Livre’ (MBL), ‘Nas Ruas’ e ‘Revoltados Online’,entre outros, que saíram às ruas em 2015 e 2016 para pedir o impeachment da ex-presidente Dilma, agendaram uma nova manifestação para o dia 26 de março. A convocação começou a ser feita nesta segunda-feira, segundo informação exclusiva da Veja online, na noite passada.

“O movimento, agora, é para mostrar apoio incondicional à Operação Lava Jato e a contrariedade ao que entendem como interferência política sobre a investigação, como o desmonte da equipe da Polícia Federal, a escolha de investigados para cargos estratégicos no Congresso e a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, pelo presidente Michel Temer para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.  “Nosso mote será: Brasil sem partido, pois não queremos um STF que se dobre às vontades deste ou de qualquer outro governo, agindo com lentidão para salvar os que têm foro privilegiado, utilizando-se dele para escapar da justiça”, diz texto assinado por sete movimentos que integram o ato”.

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