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Empresário aposentado lembra como eram e como são tratadas, hoje, as nossas praças vandalizadas

Foto: Reprodução

O Colunaço do Pêta deste domingo, 28, reproduzido por O INFORMANTE, lamentou que, enquanto o governador Flávio Dino, por meio da Caema, e o prefeito Eduardo Braide, representado pela Semosp e SMTT, davam o bom exemplo de trabalharem juntos, em parceria, para solucionar o grave problema da cratera aberta próximo ao elevado da Caema, “o lado podre da população, o lado irresponsável, da maldade, do vandalismo” agia em sentido completamente inverso, “mostrando, tristemente, um nível de educação e cidadania baixíssimo”. E deu como exemplo “desse desprezo, dessa falta de zelo com a cidade” o que vândalos acabaram de fazer com a Praça João Lisboa, o Largo do Carmo e a Praça da Alegria.

“Três obras muito bonitas e importantes para a cidade, entregues agora, em dezembro, pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior, os três logradouros foram vandalizados…, quebraram todas as luminárias, quebraram os vidros de proteção da acessibilidade para a igreja do Carmo. Na Praça da Alegria, foi arrancado e roubado todo o mármore dos assentos”, disse o Colunaço, completando: “Pior é que o contingente da Guarda Municipal não dá conta, porque a maioria dos seus integrantes está se aposentando, o que deve levar o prefeito Eduardo Braide a pensar em fazer concurso público para Guarda Municipal. E é lamentável, e triste que a Prefeitura tenha que colocar guardas em todos os logradouros públicos, o que é difícil, e vigilância de câmeras, de tudo, porque essa parte irresponsável da população não colabora com um dinheiro que é dela, do imposto dela”.

“É realmente uma situação muito difícil…, teria que ser feita uma campanha educativa. Há informações de que a Prefeitura vai começar a trabalhar nas escolas…, mas é preciso um trabalho maior e mais abrangente de conscientização dessas pessoas, para que elas tenham um sentimento maior de pertencimento, de amor à cidade”, arrematou Dr. Pêta.

REPERCUSSÃO – Diante da nota, empresário de São Luís, aposentado, assíduo e antigo leitor do Jornal Pequeno, encaminhou as seguintes observações à editoria de O INFORMANTE, com cópia ao JP e Colunaço do Pêta.
Eis a íntegra:
“Vendo as histórias de vandalismo nas praças, lembrei-me que, em 1951, uma comissão de vereadores do Distrito Federal, depois de visitar todas as capitais brasileiras, elegeu São Luís a capital mais limpa do Brasil e suas praças as mais bem cuidadas. Sabe por que? Porque cada praça tinha um jardineiro titular, funcionário da Prefeitura, que trabalhava diariamente na manutenção do logradouro, e ainda levava um filho para aprender a profissão. Durante 24 horas tinha um guarda municipal armado de cassetete que impedia vandalismo. Cada rua tinha dois garis titulares. Toda manhã um saía de um lado com sua vassoura e carrinhos de galhos de árvores varrendo as sarjetas da João Lisboa até a Deodoro, e o outro da Deodoro à João Lisboa. As calçadas padronizadas revestidas de ladrilhos hidráulicos imitando pastilhas com um rebaixo entre as mesmas evitando poças. E eram obrigatoriamente lavadas diariamente com creolina Cruzwaldina, e de responsabilidade dos donos das casas. Os dois garis interagiam com os moradores que lhes davam um copo de água gelada ou uma banana, e este relacionamento inibia os moradores de jogarem lixo nas calçadas. Hoje tudo é terceirizado, a um custo 3 ou 4 vezes maior que o salário do gari. Em Ribeirão Preto, o fabricante de Coca Cola fazia a manutenção de diversas praças em troca de uma pequena placa nos canteiros, dizendo: “esta praça é mantida pela Refrescos Ipiranga”. Tentei fazer aqui em diversas admnistrações, mas não aceitaram. Queriam apenas que pagássemos as empresas indicada por eles. Mandei certa vez nossos três jardineiros plantarem, na marra. flores no canteiro central que vai do Golden Shopping ao Quatro Rodas. Os que ali passavam elogiaram a beleza, mas a Prefeitura só aceita que o patrocinador pague as despesas da terceirizada. Os guardas municipais, na maioria, são pessoas obesas e de idade avançada. Não sei qual o critério para seleção. Com exceção do retorno do Quartel da PM, do Turu ao Olho d’Água, onde as rotatórias nas horas de pico são verdadeiras roletas russas”.

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