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Em nota, entidades repudiam “perseguição” a jornalista Arimatéia Azevedo 

Arimatéia Azevedo foi preso novamente. Foto: Portalaz

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí – Sindjor-PI – e a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, divulgaram nota, nesta sexta-feira, 8, lamentando, condenando e repudiando “veementemente as ameaças, agressões e prisões sofridas por profissionais no pleno exercício do jornalismo”. As entidades citam como exemplo a “implacável perseguição que vem sofrendo o jornalista Arimatéia Azevedo, dono do Portalaz”, de Teresina, preso na manhã de quinta-feira, 07, “sem que tenha cometido crime algum”.

Eis a íntegra da ‘Nota de Repúdio”

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí – Sindjor-PI e a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj lamenta, condena e repudia veemente as ameaças, agressões e prisões sofridas por profissionais no pleno exercício do jornalismo.

O exercício da profissão de jornalista é uma das atividades de maior risco em todo o mundo, mas no Brasil e, em especial, em estados atrasados como o Piauí.

Exemplo inequívoco disso é a implacável perseguição que vem sofrendo o jornalista Arimatéia Azevedo, dono do Portalaz, um dos poucos profissionais da imprensa local que ousa denunciar as falcatruas dos poderosos que atuam nos subterrâneos do PODER.

Vítima de uma nova farsa jurídica, Arimatéia Azevedo foi preso na manhã de quinta-feira (07/10), sem que tenha cometido crime algum. Não é a primeira que o profissional é preso sem justa causa e humilhado publicamente para puro deleite e prazer sádico dos seus algozes.

Desta vez, montaram uma farsa e com base em um print, que não prova nada contra o jornalista, e rapidamente a sua prisão foi decretada. A evidência da perseguição está escancarada, afinal processos levam anos para serem julgados no Piauí e, no caso em tela, tudo foi arrumado para que a prisão fosse efetuada em tempo recorde.

A jornalista e advogada Carol Jericó, que assina blog no Portal Az, também é alvo dessa trama criminosa que tenta silenciar aqueles que fazem jornalismo investigativo no Piauí. Na madrugada de quinta-feira (7), mesmo dia da prisão de Arimatéia, um carro preto, com homens armados, foi visto parado em frente à residência da jornalista. Sem proteção e temendo sofrer um atentado, ela saiu do Estado.

Em vídeo, Carol Jericó denunciou o fato e comunicou que estava deixando o Piauí com medo de ser morta. Ela alertou que o jornalista Petrus Evelym, editor do portal “O Piauiense”, que faz frequentes denúncias sobre as sangrias aos cofres públicos piauienses, também corre risco de via.

Diante de tudo isso, só resta ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí denunciar os fatos publicamente e conclamar a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para que levem adiante esse quadro de horror e terror instalado no Piauí contra a liberdade de imprensa”.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí e Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj

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