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Em nota, entidades médicas fazem recomendações e deixam no ar reclamação contra poderes públicos

O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Sindicato dos Médicos do Estado do Maranhão (Sindimed-MA) distribuíram nota conjunta, nesta segunda-feira, 15, com várias recomendações à população maranhense. E ao poder público, “sobretudo as gestões municipais, que ofertem serviços ambulatoriais e leitos de estabilização para pacientes com síndromes gripais, antecipando a avaliação de risco desses pacientes”.

Na nota, os presidentes das entidades se mostram insatisfeitos com os órgãos municipais e estadual de saúde, por não terem sido, “até agora”, convocados para a missão de enfrentamento da atual situação sanitária: “O enfretamento desta situação requer o envolvimento e participação das Entidades Médicas aqui  representadas (até agora não convocadas para essa missão) junto aos órgãos municipal e  estadual de saúde para implementar as mudanças necessárias para a reversão desse quadro tão adverso”, diz um trecho da nota.

Eis a íntegra:

NOTA CONJUNTA ENTIDADES MÉDICAS – COVID-19

Considerando a atual situação epidemiológica da pandemia no Estado do Maranhão, com aumento  crescente e exponencial de casos e com grande quantidade de casos graves e óbitos;

Considerando a altíssima taxa de ocupação de leitos de enfermaria e UTI, de hospitais públicos e  privados, nos colocando na iminência de um colapso na oferta desses serviços essenciais de saúde;

Considerando a circulação de novas variantes virais, mais agressivas e com maior potencial de  transmissibilidade entre nós, como já atestado pela Secretaria de Estado da Saúde em recente Nota;

Considerando a necessária integração e articulação entre as instituições e o poder público, em todos os  níveis, como principal estratégia de enfrentamento da pandemia, na hora presente;

As entidades Médicas aqui representadas pelo Conselho Regional de Medicina do Maranhão, pela  Associação Médica do Maranhão e pelo Sindicato dos Médicos do Maranhão, vem a público, através  desta Nota Conjunta, recomendar o que se segue:

1. Recomendar à toda a população, indistintamente, que utilize máscaras de proteção, mantenham  distanciamento social e higienizem as mãos continuamente. Estes gestos simples salvam vidas! 2. Recomendar ao poder público, sobretudo as gestões municipais, que ofertem às suas  populações, serviços ambulatoriais e leitos de estabilização para pacientes com síndromes  gripais, antecipando a avaliação de risco desses pacientes;

3. Recomendar às Unidades Hospitalares que melhorem seus serviços de notificações do agravo  e das síndromes respiratórias agudas graves, de modo que se mantenha a maior transparência  possível no perfil de agravamento do número de casos e de óbitos;

4. Recomendar ao poder público, a adoção de medidas restritivas em caso de iminência de  saturação de leitos de UTI na rede pública e privada, de modo a evitarmos o colapso da rede para a grande maioria da população do Maranhão, que se utiliza exclusivamente dos hospitais  do SUS no Estado. Adoção destas medidas deve ser precedida de análise criteriosa de  indicadores epidemiológicos, capacidade da rede de atendimento e impactos sociais e  econômicos;

5. O enfretamento desta situação requer o envolvimento e participação das Entidades Médicas aqui  representadas (até agora não convocadas para essa missão) junto aos órgãos municipal e  estadual de saúde para implementar as mudanças necessárias para a reversão desse quadro tão adverso;

6. Reafirmar o compromisso da classe médica e, por extensão, de todos os profissionais de saúde,  com a defesa da vida e da saúde da nossa população e com a dignidade do exercício  profissional, que nos mantém na luta e na linha de frente dessa batalha. Venceremos!

São Luís-MA, 15 de março de 2021.

Abdon José Murad Neto – presidente do CRM-MA

José Albuquerque de F. Neto – presidente da AMM

Adolfo Silva Paraíso – presidente do Sindmed-MA

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