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Duramente criticado, Weverton explica motivo de ter retirado assinatura

Weverton: "CPI caminharia para uma linha tênue".

O senador Weverton Rocha, pré-candidato ao governo do estado, sofreu duras críticas por ter retirado a sua assinatura a favor da chamada ‘CPI do MEC’. Adversários do pedetista denunciaram que a atitude do parlamentar maranhense expõe uma suposta relação sua com o governo do presidente Jair Bolsonaro, “principal interessado em jogar para debaixo do tapete as denúncias de corrupção que pairam sobre o Ministério da Educação”.

Em nível nacional, o renomado jornalista Reinaldo Azevedo bateu forte: “Três senadores retiraram assinatura da CPI do FNDE. Dois deles são Oriovisto Guimaraes (PR) e Styvenson Valentim (RN), do Podemos. O ‘morista’ Álvaro Dias, chefão da sigla, é contra. Família de Oriovisto tem negócios como MEC. Mas retirou ‘por convicção’. Claro! Ambos usaram o mesmo argumento frouxo: em ano eleitoral, haveria politização da CPI. Pode usar o FNDE em eleição. Não pode é investigar safadeza. LIXO! O terceiro, que fugiu após pressão, é Weverton (PDT-MA). Disse apenas que fez o certo. O certo, no caso, seria não apurar. Há coisas na esquerda que só o PDT faz por você”, postou Reinaldo Azevedo.

Em nível local, o secretário de Comunicação do governo Carlos Brandão, Ricardo Cappelli, também criticou Weverton duramente: “O parlamentar ‘BolsoLula’ se comporta assim. Em Brasília, lidera o orçamento secreto e ajuda Bolsonaro, livrando-o de se explicar sobre os escândalos no MEC. No seu estado, afirma que é Lula. E acha que engana todo mundo”, tuitou Cappelli, após vir à tona a informação de que o senador retirou sua assinatura da CPI numa manobra articulada pelo senador Randolfe Rodrigues.

Para evitar a CPI, que poderia revelar tráfego de influência e corrupção no ministério da Educação, Bolsonaro teria escalado o ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que, com o presidente da Câmara, Arthur Lira, comandaria o chamado orçamento secreto. Lira no Maranhão, em março, e defendeu a pré-candidatura de Weverton Rocha ao governo.

Weverton esclarece – Procurado pelo blog O INFORMANTE (Grupo JP), nesta segunda, 11, o senador Weverton Rocha disse que retirou a assinatura, “imediatamente após assinar”, porque percebeu que a CPI caminharia numa linha tênue: “Cheguei a assinar o documento da CPI, mas imediatamente após assinar, ao examinar melhor a questão, entendi que a CPI caminharia numa linha tênue entre a necessária apuração de corrupção no governo e a exposição de parte da comunidade evangélica que busca recursos para seus trabalhos. Então comuniquei ao senador Randolfe que não subscreveria, razão pela qual minha assinatura nem chegou a subir no sistema”, explicou.

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