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Diretora do Detran-MA alerta para golpe de bando que usa Whats App para oferecer falsos serviços

Larissa Abdalla. diretora-geral do Detran-MA

A diretora-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MA), Larissa Abdala, informou, na manhã desta segunda-feira, que se trata der mais um golpe na praça o caso de pessoas que andam oferecendo serviços do órgão e facilitações para liberação de veículos e/ou de outros serviços, via aplicativo Whats App ou ligação telefônica. Como ocorreu no Amapá e outros estados vizinhos, é possível que se trate de ação de uma quadrilha possivelmente operada de dentro dos presídios.
Larissa informou que, ano passado, ao tomar conhecimento das primeiras veiculações em áudio e WhatsApp, o Detran do Maranhão registrou ocorrência policial e foi aberto inquérito na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), que hoje está recebendo informações atualizadas com as veiculações recentes divulgadas na mídia.
Esclareceu Abdala que o Detran-MA não utiliza rede social ou grupos de mensagens para ofertar nenhum tipo de serviço, muito menos para negociar liberação de carros ou realização de serviços fora dos procedimentos legais. “Qualquer pessoa que receber algum contato desta natureza deve imediatamente denunciar à Secretaria da Segurança Publica pelo 190 ou pelo Disque-Denúncia”, ressaltou Larissa.

Na quarta-feira, 17, quatro pessoas em Macapá suspeitas de integrar, junto com presidiários, uma quadrilha que aplicava golpes pelo WhatsApp oferecendo serviços do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá. Entre os detidos, estavam a esposa e a irmã de um detento, além da mulher de outro. O quarto preso foi recrutado para receber o dinheiro das vítimas, que, desesperadas, pagavam para ter de forma ilegal serviços de liberação de veículos e exclusão de multas de trânsito.

Os presidiários foram identificados e estão cumprindo pena no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Por meio de telefones, eles escolhiam vítimas aleatórias e mandavam mensagens oferecendo os serviços, que posteriormente não foram prestados.

A investigação foi feita pelo Detran e pela Polícia Civil a partir dos relatos de vítimas, que procuraram os órgãos após serem lesadas. A quadrilha pedia que as quantias, que chegavam a R$ 7 mil, fossem depositadas em contas bancárias da Caixa Econômica Federal.

Para dar “credibilidade” ao golpe, a quadrilha usava nos contatos de WhatsApp fotos retiradas da internet de membros da equipe do Detran e de um advogado.

Entre as falsas identificações usadas, estava do sargento Edivaldo Pascoal, coordenador de atendimento do Detran do Amapá. Ele explioua que o órgão não oferece e não cobra por serviços por meio de mensagens de WhatsApp e que nenhum pagamento é feito por transferência bancária, somente por boletos.

Os serviços oferecidos pela quadrilha eram variados. Além da liberação de veículos e exclusão de multas, eram anunciadas retiradas de carteiras de habilitação. Os crimes, de acordo com o Detran, estariam acontecendo há pelo menos um ano.

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