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Deputados se ofendem e seguranças evitam cenas de pugilato em plenário

Depois de uma tentativa de agressão em plenário, Yglésio "invadiu" gabinete de Duarte, mas não o encontrou

O plenário da Assembleia Legislativa do estado foi palco de cenas lamentáveis, na sessão desta quarta-feira, 24, envolvendo os deputados Yglésio Moisés e Duarte Júnior. O incidente quase termina em agressão física.

O clima esquentou em meio a pronunciamentos sobre ações do Procon-MA, comandado hoje por Karen Barros, esposa de Duarte, para diminuição no preço dos combustíveis. O deputado Wellington do Curso estava se pronunciando, quando Yglésio pediu a palavra e passou a criticar o governo e as ações do Procon, falando que as ações dos fiscais de “jaquetinha preta” teriam motivação política, sugerindo que Karen Barros teria sido colocada na direção do Procon para fazer campanha para o marido. A deputada Cleide Coutinho, que presidia a sessão, chamou a atenção de Yglesio, informando que seu tempo havia acabado. Nesse momento, Yglésio alterou a voz e fez um sinal com a mão espalmada, ‘mandando’ que ela parasse de interrompê-lo, e continuou com as críticas.

Duarte, que já havia saído do plenário e estava em seu gabinete assistindo à sessão pela televisão, retornou ao plenário e pediu a permissão de Cleide para se pronunciar rapidamente, porque a sessão já havia sido encerrada. Ao falar, enalteceu o trabalho das mulheres, e ressaltou o fato de a Mesa estar toda composta por mulheres no Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil. Acrescentou que essas mulheres chegaram onde estão por méritos próprios, sinalizando com isso uma defesa da esposa Karen Barros, atingida pelo pronunciamento de Yglésio, momentos antes.

Em seguida, o deputado do Republicanos passou a comentar, num grupo de colegas de parlamento, o que considerou um absurdo protagonizado em plenário por Yglésio. Ao ouvir o comentário de Duarte, Yglésio partiu para tomar satisfação, gerando uma áspera troca de insultos entre os dois, que se acusaram mutualmente, um de “bater em idoso” e o outro de “bater em mulheres”. Nesse instante, Yglésio partiu para agredir Duarte, o que não conseguiu devido à pronta interferência da segurança da casa. Ânimos acalmados, Duarte saiu do plenário. Em seguida, Yglesio se retirou também e se dirigiu ao gabinete de Duarte. “Ele invadiu o gabinete aos gritos e como não encontrou Duarte passou a fazer ameaças: ‘diz pra Duarte que vou voltar aqui para quebrar a cara dele’, o que repetiu umas três vezes”, contou a O INFORMANTE um funcionário do gabinete. Procurado, Yglésio confirmou que foi ao gabinete de Duarte, de onde saiu transtornado, segundo pessoas que ali se encontravam.

 

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