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Cresce o número de internações por Covid-19 e Brasil avança para novo pico de contágios

Foto: Reprodução

Com os brasileiros à espera da vacinação, o país registra indícios de que a pandemia de Covid-19 avança rumo a um novo pico de contágios. A média móvel de casos atingiu ontem novo recorde , de 54.784 — o recurso estatístico ajuda a identificar a tendência dos dados compilados por autoridades estaduais de Saúde. Em paralelo, saltou o número de pacientes em leitos de enfermarias e UTIs destinadas à Covid-19. Há cerca de um mês, os estados e o Distrito Federal contabilizavam 23 mil internações — agora, são 36 mil.

Hoje, ao menos sete estados apresentam taxas de ocupação de UTIs acima de 80%. A taxa de transmissão do coronavírus também cresceu nesta semana. Segundo projeções da Universidade de Washington (EUA), o Brasil pode atingir 250 mil mortes em abril. Ontem, o país alcançou 204.726 vidas perdidas. Contabiliza ainda 8,1 milhões de contágios confirmados.

Pesquisadores avaliam que os dados ainda não abrangem o possível aumento de contágios decorrente das festas de fim de ano. O impacto das aglomerações no Natal e no réveillon pode aparecer nas estatísticas no fim do mês.

Medida adotada por todas as unidades da federação para tentar frear a pandemia, a obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços públicos vem sendo descumprida sem punição. Dezenove estados instituíram multas, que variam de R$ 74 a R$ 2 mil, mas, em geral, a fiscalização fica somente no papel. Em Alagoas, por exemplo, nenhuma multa foi aplicada em oito meses.

Pesquisadores identificaram que o Sars-CoV-2 já circulava no Espírito Santo em dezembro de 2019, antes mesmo de a China anunciar o primeiro caso. Um estudo constatou que um paciente que procurou o sistema de saúde com suspeita de dengue tinha anticorpos para o coronavírus.

O Brasil experimentou um “apagão” nas pesquisas sobre análises genéticas das variantes do coronavírus no segundo semestre de 2020. Esse tipo de estudo permite acompanhar o surgimento e a propagação das novas linhagens do vírus, como a que alarmou o Reino Unido. A burocracia, a falta de recursos e a dificuldade de importação de insumos atrapalhou os pesquisadores. (Essencial – O Globo)

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