Fechar
Buscar no Site

Construtora envolvida em caso de propina no Maranhão não paga multa à Lava Jato

Sede da empreiteira baiana UTC: envolvimento em corrupção na Petrobras e no ‘caso dos precatórios’, no Maranhão

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deu um ultimato à empreiteira UTC (a mesma que foi acusada de pagar propina ao governo Roseana Sarney, no Maranhão, em troca da liberação de um precatório milionário).

Há um ano, a UTC firmou dois acordos para colaborar com investigações de carteis revelados pela Operação Lava Jato e concordou com multa de R$ 139 milhões. Em dezembro, a empresa deixou de pagar duas parcelas que somam R$ 11 milhões. O presidente do Cade, Alexandre Barreto, deu 30 dias de prazo para a UTC quitá-las e ameaça cancelar os benefícios que ela recebeu com o acordo.

Conhecidos como TCCs (Termos de Compromisso de Cessação), os acordos firmados pela UTC oferecem redução de pelo menos 25% no valor das multas impostas pelo Cade. Em caso de descumprimento, a empresa perde o desconto.

A UTC, que no ano passado entrou em processo de recuperação judicial para renegociar dívidas de R$ 3,4 bilhões com seus credores, pediu ao Cade mais prazo. “A empresa honrará seus compromissos tão logo tenha acesso aos créditos a que tem direito”, informou, em nota.

Por conta de um esquema de corrupção, investigado na Lava Jato, o ex-presidente da UTC, o empreiteiro baiano Ricardo Ribeiro Pessoa, foi preso na 7ª fase da operação, batizada de “Juízo Final”, em novembro de 2012.

O conteúdo d'O INFORMANTE é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

mais / Notícias