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CBF decide manter Tite, e seleção vai jogar Copa América

Foto: Reprodução

A cúpula da CBF, agora sob o comando de Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, decidiu pela permanência do técnico Tite à frente da seleção brasileira. “Em time que está ganhando não se mexe”, afirmou o dirigente. A substituição do treinador havia entrado em pauta com a aproximação do presidente da entidade, Rogério Caboclo — afastado após ser acusado de assédio sexual e moral —, e o presidente da República, Jair Bolsonaro. Caboclo prometeu ao Palácio do Planalto que demitiria Tite e, para seu lugar, contrataria Renato Gaúcho.

Nos últimos dias, bolsonaristas, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, passaram a criticar Tite nas redes sociais, associando o treinador ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jair Bolsonaro disse hoje que está fora das discussões envolvendo jogadores e técnicos. “A minha participação na Copa América é abrir o Brasil para que ela fosse realizada aqui”, afirmou o presidente.

Em entrevista coletiva, Tite evitou comentar o afastamento de Caboclo e disse que está em paz: “Eu olho para as pessoas ao meu redor e recebo essa sensação, de paz”.

Em foco – Rogério Caboclo quebrou o silêncio e disse à ESPN que é inocente das acusações de assédio. Afirmou que planeja retornar à presidência da CBF e estar à frente da entidade na Copa do Mundo no Qatar, no ano que vem. Disse também não ter planejado a demissão de Tite.

Em paralelo – Os jogadores não se manifestaram sobre a crise institucional na entidade, mas desistiram do boicote à Copa América. A decisão de ir a campo deverá ser comunicada em manifesto a ser divulgado após o jogo contra o Paraguai, amanhã.

O que pode acontecer – A possibilidade de Bolsonaro ter pedido a demissão de Tite ligou o alerta sobre uma possível punição da Fifa. O estatuto da entidade proíbe a interferência de governos na gestão do futebol de seus países. Caso a ação seja comprovada, a punição pode afetar até os clubes brasileiros. (Essencial – O Globo)

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