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Biden faz discurso furioso contra Trump e o acusa de incitar ‘terroristas domésticos’

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, fala sobre os episódios de violência vividos ontem em Washington Foto: KEVIN LAMARQUE / REUTERS

Um dia após a invasão do Capitólio, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou o presidente Donald Trump de atacar sistematicamente a democracia. Em seu discurso mais agressivo contra o republicano, Biden chamou o grupo que violou o prédio do Congresso de “terroristas domésticos”. Líderes democratas também elevaram o tom, e a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, ameaçou abrir um novo processo de impeachment.

Além do impeachment, políticos e especialistas debatem a possibilidade de destituir Trump invocando a 25ª emenda da Constituição americana. Entenda o que significa o instrumento legal.

Trump foi banido do Facebook e do Instagram ao menos até o fim do mandato. O diretor-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, disse que “os riscos de permitir que o presidente continue a usar nosso serviço durante este período são simplesmente grandes demais”.

Repercussão: a chanceler alemã, Angela Merkel, disse estar “furiosa e triste” com a invasão do Capitólio e atribui responsabilidade a Trump. Emmanuel Macron, presidente da França, disse acreditar na “força da democracia americana”. Outros líderes condenaram a violência. O chanceler brasileiro Ernesto Araújo repudiou a invasão, mas chamou os manifestantes de “cidadãos de bem” e disse que eles não podem ser chamados de “fascistas”.

Vídeos mostram como ficou o Capitólio após a invasão dos apoiadores de Trump e o momento em que uma das manifestantes foi baleada dentro do prédio.

O protesto que culminou na invasão foi gestado ao longo de semanas, desde o dia seguinte à eleição presidencial, em 3 de novembro. O próprio Trump convocou a manifestação em mensagem no dia 19 de dezembro: “Esteja lá, será selvagem!” escreveu no Twitter, na ocasião. Apoiadores se mobilizaram espalhando teorias de conspiração em grupos e páginas da internet; alguns foram banidos pelo Facebook e migraram para redes sociais menores. (O Globo)

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