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Atriz de Hollywood vira heroína após ser forçada por jornalista a assumir namoro LGBT

Rebel Wilson, a atriz de Hollywood forçada a assumir namoro por jornalista (Foto: Reprodução/Instagram)

Em pleno Mês do Orgulho LGBTQIA+, a atriz australiana Rebel Wilson foi forçada a assumir o namoro com uma mulher por um jornalista de seu país que a pressionou a “sair do armário”.
Conhecida pela trilogia de filmes “A Escolha Perfeita”, a celebridade de Hollywood acabou sendo uma vítima do mau jornalismo, mas ganhou o apoio de colegas famosos e fãs que a defenderam quando a história veio à tona.

Ao ter a privacidade invadida, Rebel preferiu ela mesma comunicar o namoro com a estilista Ramona Agruma nas redes sociais. Já o jornal Sydney Morning Herald, que descobriu o romance da atriz e revelou o caso primeiro como uma crítica a ela, acabou recuando e pedindo desculpas pelo erro.

Rebel Wilson surpreendeu os seguidores ao publicar, na semana passada, uma foto ao lado de Ramona Agruma em que se declarou para a estilista e assumiu o namoro no Instagram. “Achei que estava procurando por um Príncipe da Disney, mas talvez o que eu realmente precisasse todo esse tempo fosse uma Princesa da Disney. #AmorÉAmor”, escreveu a atriz na legenda.

À primeira vista, fãs e colegas de Rebel acharam que o namoro só foi revelado agora por ocasião do Mês do Orgulho.

No dia seguinte, no entanto, veio a infeliz surpresa: em uma coluna no Sydney Morning Herald, o jornalista Andrew Hornery revelou que já sabia do relacionamento de Rebel Wilson e, inclusive, tinha dado a ela um prazo de dois dias para se posicionar antes de publicar a matéria.

Em tom crítico, Hornery acusou a atriz de ter roubado o seu ‘furo jornalístico’ e que ela havia “optado por capitalizar em cima da história” ao ser informada de que o jornal iria revelar o namoro.

“A escolha dela de ignorar nossas perguntas discretas, genuínas e honestas foi, em nossa opinião, decepcionante”.

A reação contra o jornal australiano foi imediata. Jornalistas, atores e celebridades se posicionaram a favor de Rebel Wilson, mostrando incredulidade pela dupla audácia do colunista: primeiro, ao pressionar a atriz lhe dando um prazo em tom ameaçador, e, segundo, por se sentir “injustiçado” com ela revelar o próprio namoro.

Com as críticas, a coluna de Andrew Hornery foi retirada do ar. Mas no domingo (12), o editor do Herald, Bevan Shields, insistiu no erro ao defender o colunista:

“Como outras equipes de jornais fazem todos os dias, nós simplesmente fizemos perguntas e, como prática padrão, incluímos um prazo para a resposta”.

A posição aumentou ainda mais a ira dos fãs e apoiadores de Rebel Wilson. A atriz australiana Magda Szubanski publicou que o jornal não tem o “direito divino” de saber sobre a vida privada de ninguém.

“Não pretendo falar em nome de Rebel Wilson. Mas para as pessoas LGBTQIA+ as consequências do que nada mais é do que um chilique sobre quem publica fofocas podem ter efeitos devastadores”.

Com reação negativa, jornal pede desculpas a Rebel Wilson
O caso ganhou repercussão internacional durante o fim de semana e atraiu mais apoio de celebridades a Rebel Wilson.

Com a reação negativa, na segunda-feira (13), o editor Bevan Shields e o colunista Andrew Hornery pediram desculpas publicamente à atriz e assumiram a má conduta na abordagem sobre o relacionamento dela.

Hornery, um homem gay, disse que, no futuro, o jornal “garantirá que sempre seja considerada a camada extra de complexidade que as pessoas enfrentam quando se trata de sua sexualidade” ao informar sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

“As celebridades têm enorme influência em nossa cultura. Ainda temos que fazer perguntas, às vezes muito difíceis.

Seria muito pior escrever artigos de fofoca sobre os eventos inesperados em suas vidas sem que eles tivessem a chance de dar sua opinião. Mas precisamos deixar claro que um prazo não é um ultimato”.

Shields também se desculpou pela forma como o namoro de Rebel Wilson foi tratado pela publicação.

Ele concordou com o colunista de que era necessário procurar a atriz para comentar sobre o relacionamento antes de divulgarem, pois seria “impossível publicar” sem a resposta dela.

“Foram cometidos erros em nossa abordagem a Wilson e peço desculpas por eles. A inclusão de um prazo foi um erro, pois parecia ser um ultimato.”

As desculpas dos jornalistas não cessaram as críticas. A atriz Whoopi Goldberg ironizou as falas da dupla, em especial a do colunista Andrew Hornery:

“Você sabia exatamente o que estava fazendo… Eles dizem ‘Ah, as pessoas querem saber’. Eu não me importo com o que as pessoas querem saber, francamente.

Quero manter minha privacidade. Deve ser minha escolha se eu quiser falar sobre alguma coisa.”

A jornalista Kate Doak repercutiu que o jornal australiano admitiu ter avisado com 2 dias de antecedência que iria tirar a atriz do armário. “O que é pior, homens abertamente gays do Sydney Morning Herald estavam envolvidos nisso”, criticou.

Em reposta, Rebel Wilson agradeceu o apoio. “Obrigada por seus comentários, foi uma situação muito difícil, mas estou tentando lidar com isso com graça”. (Redação Mediatalks – UOL)

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