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Após incêndios, governo garante providências para evitar novos incidentes no campo

Foto: Reprodução

Os incêndios do último fim de semana em pilhas de eucalipto na área da indústria Viena invadida há dois anos pelo MST (Movimento de Trabalhadores Sem Terra) e transformada no assentamento Marielle Franco, em Itinga-MA, levaram o governo do estado e representantes empresariais a se reunirem, nessa terça-feira, 6, à noite, no Palácio dos Leões.

Participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, representando o governador Carlos Brandão; secretário da Segurança, Silvio Leite; secretário adjunto, Jair Paiva; comandante da Polícia Militar, Emerson Bezerra; secretário da Comunicação, Ricardo Cappelli, e o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e presidente do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Maranhão (SIFEMA), Cláudio Azevedo, representando os empresários do setor.

Inicialmente, o empresário Cláudio Azevedo fez um relato dos acontecimentos de sábado e domingo, em Itinga, confirmou as suspeitas de que os incêndios foram provocados por integrantes do MST e recebeu a garantia de que o governo tomará providências para estabelecer a tranquilidade da área.

Presente na reunião, um integrante da Polícia Civil que investigou os acontecimentos do fim de semana disse que o relato do vice-presidente da FIEMA espelhava o que realmehte havia acontecido em Itinga no fim da manhã de sábado e no início da noite de domingo.

O chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, disse que o governo do estado tomaria providências para garantir o restante da colheita e a retirada do eucalipto da área para o transporte até a siderúrgica, em Açailândia.

BOLETINS DE OCORRÊNCIA – Dois boletins de ocorrência foram registrados na policia pela advogada da Viena Siderurgia S.A, Rosinete do Nascimento Teixeira. Ela informou que a empresa está realizando a colheita de seu eucalipto em suas propriedades, nas fazendas Minas, Guaramandi e Centro Novo (região do Horto Florestal Ipê Roxo, na cidade de Itinga do Maranhão, e empilhando para ser transportado para a sua unidade de produçao, em Açailandia. Ocorre, segundo ela, que às 11h de sábado vigilantes da Viena depararam com um barulho de motosserra dentro da área de reserva legal dessas fazendas e acionaram a Polícia Militar, que esteve na área, sob o comando do Major Nunes, e depararam com um ‘invasor’ desmatando árvore da reserva legal da empresa, sendo então apreendida a motosserra. Momentos depois, segundo a depoente, apareceu um grupo de 40 pessoas (invasores do assentamento Marielle Franco e membros do MST, conforme consta no depoimento), comandado pelo pastor James e um homem identificado como Chico do Baú.

De posse de notas fiscais e revoltados com a apreensão da motosserra, essas pessoas pediam a devolução da máquina. Em meio ao impasse, disse a advogada, cerca de 10 pessoas, que não foi possível a identificação, afastaram-se do grupo e atearam fogo nas pilhas do eucalipto colhido que estavam prontas para serem transportadas para a unidade de produção da empresa. Com a propagação do fogo, afirmou a depoente, “todos se evadiram do local, sendo acionado o caminhão pipa da empresa para apagar o incêndio, sem muito sucesso, devido à distância.

No dia seguinte, por volta das 15h – relatou a advogada – um invasor encapuzado e conduzindo uma moto bros vermelha, vindo do do acampamento Marielle Franco, passou na portaria da unidade de produção da empresa, dentro do Horto Florestal, ameaçando de morte o vigilante Anderson Alves Farias, que estava de plantão, e, mais tarde, já por volta das 18h40, os vigilantes Celso Silva de Araújo e Ivan Rogério da Silva Santos, da empresa Atlanta, que faziam a vigilância do local onde estavam estocadas as pilhas de madeiras de eucalipto, foram intimidados com tiros de arma de fogo deferidos pelos mesmos invasores e integrantes do MST. “Mais tarde, por volta das 21h00” – relatou a advogada -, “houve nova investida dos invasores, colocando fogo em outras pilhas de eucalipto, sendo acionado o caminhão pipa para apagar o incêndio”.

Segundo a advogada, a empresa ainda não contabilizou os prejuízos ambientais e financeiros advindos “dessas ações criminosas”.
Em outro boletim de ocorrências, Rosinete Teixeira disse que na manhã de sábado, a Viena teve conhecimento de que equipes da Polícia Rodoviária Federal, da Policia Militar e policiais civis de Açailândia interceptaram dezenas de pessoas, fortemente armadas, com crianças e mulheres, em um ônibus na BR-222, vindos de Buriticupu e Bom Jesus das Selvas. O objetivo dessas pessoas, segundo a depoente, seria se juntar a outras que afirmaram pertencer ou estarem sob o comando de líderes do MST, dirigindo-se para as áreas de reserva legal de fazendas situadas na região, com intuito de lá acamparem, desmatar totalmente a área de reserva legal para venderem a madeira, além de dividirem os lotes e fazerem roças. Disse a advogada que tais ameaças seriam uma constante na região, com ameaças físicas, sempre estando os elementos fortemente armados. Segundo a depoente, se não houvesse interceptações com precisão e eficiência das autoridades policiais, seria mais um crime ambiental por desmatamento ilegal a fazer parte dos noticiosos brasileiros.

 

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