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Advogado de Sarney, Kakay pode assumir defesa de Aragão, do Idac

Mauro Serra

 O INFORMANTE detectou uma forte movimentação em São Luís para que o renomado Antônio Carlos Kakay, advogado que defende os interesses de Sarney, familiares e amigos próximos, assuma a defesa do presidente do Idac (Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania), Antônio Augusto Silva Aragão, presos pela Polícia Federal no âmbito da operação ‘Sermão aos Peixes’ 4 – Rêmora, deflagrada no início deste mês, contra desvios de recursos federais na área da Saúde no Maranhão. Os desvios das organizações sociais de interesse público, como o Idac, que teriam ultrapassado R$ 18 milhões, a partir de 2010 (governo Roseana Sarney) até a gestão atual (Flávio Dino), foram alvo de ampla reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo.

Antônio Aragão

Depois de detectar os crimes, o atual Governo do Estado rescindiu o contrato com o Idac e, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), está acionando a Justiça para que os cofres públicos sejam ressarcidos.

Segundo apurou O INFORMANTE, os contatos com o escritório de Kakay estariam em andamento, e há uma expectativa de que o contrato seja fechado nesse final de semana. Informações não confirmadas dão conta de uma reunião, ontem, entre os interessados na defesa de Aragão e integrantes da equipe de Kakay.

A contratação de um especialista do quilate de Kakay para defender Antônio Aragão (também presidente do nanico PSDC no Maranhão, sugere uma preocupação extrema, por parte de ‘peixes grandes’ envolvidos no grave esquema fraudulento, com o que o presidente do Idac possa vir a falar numa eventual delação premiada.

Na última quarta-feira, a juíza federal Claudia Schlichta Giusti, da 1ª Vara Criminal de São Luís, negou pedido feito pelos advogados de Antônio Augusto Silva Aragão (presidente) e Mauro Serra dos Santos (diretor do Idac) para que fosse revogada a prisão preventiva dos dois.

Antônio Aragão alegou, para pedir a revogação de sua prisão, seu “estado de saúde debilitado”. Aragão está detido na Unidade Prisional de Ressocialização 4 (UPR 4), numa cela destinada a advogados – já que é registrado na OAB-MA. Ele teria problemas cardíacos.

A defesa de Mauro Serra alegou que a cela em que está preso (A-04, no Centro de Triagem) “está superlotada” e que isso atenta “contra sua dignidade”.

A superlotação da cela (Serra e mais 15 internos) foi confirmada pela direção do Centro de Triagem, mas mesmo assim a juíza Claudia Giusti não acatou a alegação da defesa de Mauro Serra de que ele teve “ofendida sua dignidade” por causa da superlotação.

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