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A falta de bom senso e de sensibilidade da classe empresarial do Maranhão

Em matéria da editoria de Economia do Jornal Pequeno desta terça-feira, 28, de responsabilidade do jornalista Aquiles Emir – “Empresários buscam entendimento com governo sobre reabertura do comércio” -, representantes do setor afirmam que há mais de 30 dias buscam maior proximidade junto ao Governo do Estado para “planejamento das ações futuras que orientem como e quando se daria a retomada das atividades econômicas no Estado, e que agora finalmente foram atendidos pelo vice-governador Carlos Brandão, com quem conversaram na quinta-feira passada.

Conforme a matéria do jornalista Emir, o objetivo do encontro foi “oficializar a intenção de participar mais ativamente do planejamento estratégico na área econômica, externar a necessidade de respostas aos pleitos dos empresários e manifestar apoio das entidades às ações empreendidas no controle da saúde dos maranhenses.

Como se pode observar, num momento grave de crise sanitária, em que pessoas estão morrendo e São Luís se apresenta. proporcionalmente, como a capital brasileira com maior índice de infectados pelo coronavírus, os empresários querem participar mais ativamente do planejamento estratégico na área econômica e externar a necessidade de respostas aos PLEITOS do setor. Sobre a crise sanitária, sobre a perda de vidas e lutos nas famílias, em vez de dividir responsabilidades, os empresários querem, apenas, “manifestar APOIO das entidades às ações empreendidas no controle da saúde dos maranhenses“.

Na conversa com Brandão, os empresários lembraram que, “numa primeira fase da crise, enviaram cartas e ofícios ao governo elencando as principais preocupações dos setores econômicos e apresentando sugestões de medidas para atenuar os efeitos da crise e preservação da economia, sobre os quais não obtiveram retorno formal. Sobre perda de vidas, nenhuma palavra.

Menos mal que, “depois de mais de trinta dias”, “AGORA, o empresariado acha que é preciso ir além, e defende a necessidade de participar e planejar juntos como será a retomada das atividades comerciais e qual melhor modelo a ser adotado para oferecer mais segurança a toda a sociedade“. Como se pode observar, AGORA os empresários se manifestam dessa forma. Se só agora se posicionam assim, não podem reclamar do canal utilizado anteriormente para tentar conversar com o governador; afinal, antes o pensamento era só APRESENTAR DEMANDAS.

E inclusive AGORA, “depois de mais de 30 dias, quando dão sinais de preocupação com a saúde, com perdas de vidas, não deixam de externar a prioridade dessa conversa com o governo: “Queremos mostrar que estamos ao lado do Governo, para apoiar a melhor forma de preservarmos a saúde, mas precisamos colocar em pauta a economia, as dificuldades por que passam as empresas, especialmente os pequenos negócios que sustentam a economia maranhense“. 

Realmente, é de total insensibilidade e falta de bom senso o posicionamento do comando empresarial maranhense. É um erro grave tentar conversar com o Governo do Estado sobre demandas do setor num momento em que pessoas estão morrendo, e, repetimos, São Luís se apresenta, proporcionalmente, como a capital brasileira com maior índice de infectados pelo coronavírus.

Há cerca de um mês, o Jornal Pequeno apresentou uma sugestão a governo e empresários para que se reunissem, sentassem para discutir a crise sanitária, especialmente sobre como proceder, dividindo responsabilidades, para uma possível retomada lenta e gradual das atividades comerciais, com a maior segurança possível. Disse, mais, que o governador Flávio Dino não poderia assumir sozinho essa responsabilidade. Não houve interesse das duas partes. Do setor empresarial, agora se sabe, porque, na verdade, estava (e está) mais preocupado com a sua crise — não que sejam ou deixem de ser pertinentes. E do governo, agora se sabe, também, porque conhece o setor e SABIA o que iria enfrentar numa reunião com os empresários: DEMANDAS APENAS.

O momento não é apropriado, nem o Governo do Maranhão tem ‘cabeça’ agora para discutir demandas empresariais, pois toda a sua estrutura está voltada para tentar amenizar os efeitos danosos dessa pandemia. O governador Flávio Dino, como já foi dito e louvado aqui nO INFORMANTE, realiza um trabalho incansável, de manhã, de tarde e de noite, na tentativa de diminuir as consequências dessa crise. Como é que, numa situação dessa, pode ter ‘cabeça’ para sentar e resolver demandas empresariais?

O momento, antes de qualquer coisa, é de se preocupar com as vidas que estão sendo perdidas. Se acham que estavam sendo boicotados pelo canal anterior, que agora, com o novo canal – o vice-governador Brandão -, os empresários procurem obter UM COMPROMISSO do Governo do Maranhão de que essas demandas serão analisadas com toda atenção e responsabilidade, APÓS A PANDEMIA, e, AGORA – NESTE MOMENTO – façam a sua parte para ajudar o governador Flávio Dino a enfrentar essa crise sanitária nunca vista no Maranhão, no Brasil e no Mundo.

PARA ACESSAR O INFORMANTE: www.jornalpequeno.com.br/oinformante

 

 

 

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